Depois falam que a gente pega no pé do cara. Esse vídeo é do jogo de ontem. A classificação já estava garantida, o Grêmio poderia até empatar. Aí entra a "centelha do gênio", como disse Irineu Perpétuo na edição 2 do nosso podcast. Depois disso, a classificação ficou mais dramática e o futebol foi mais uma vez valorizado. Alguns gênios só ganham o devido reconhecimento com o tempo. Clemer, sua hora vai chegar.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Saudade de quem não veio
Postado por
Cassiano
O torcedor vascaíno não esquecerá tão cedo a última terça-feira, 26 de agosto. No dia, completaram-se dez anos da histórica conquista da Libertadores por aquele time de Carlos Germano, Mauro Galvão e Juninho Pernambucano.
Sem dinheiro nem pra encomendar um cento de coxinha frita e umas garrafas de guaraná Dolly, o Vasco não programou para a data nenhuma festinha ou homenagem. Mas, para o dia não passar em branco, decidiu fazer nele a apresentação oficial de seu novo reforço, o homem escolhido a dedo por Roberto Dinamite para tirar o time das últimas posições no Brasileiro: o lateral esquerdo Márcio Careca.
A imprensa carioca, acostumada a cobrir tiroteio em baile funk, encalhe de baleia em Copacabana, revolta em trem suburbano e coisa muito pior, não decepcionou: compareceu em peso para ouvir as primeiras palavras do – aonde é que o mundo vai parar!? – novo ídolo vascaíno. Tita, mostrando toda a confiança que tem no seu elenco, repetia, desesperado, que precisava demais desse reforço. No calor da emoção, até anunciou a estréia de Careca já para o próximo jogo do Brasileirão, contra o Grêmio.
Tudo em vão. Márcio Careca não apareceu em São Januário. Os diretores vascaínos corriam de um lado para o outro, falavam ao celular, davam palpites para o Jogo do Bicho, mas não conseguiam oferecer nenhuma explicação satisfatória para a ausência do novo reforço. No fim, pressionados, admitiram que, na verdade, Márcio Careca nunca assinou com o Vasco, que o Barueri, clube do jogador, dificultou a negociação, que vai ficar tudo por isso mesmo, que o importante é ter saúde, que a vida continua e que eu nunca vou te abandonar porque eu te amo.
Bom para todo mundo. Careca, que várias vezes escapou de apanhar – não diria merecidamente, mas, digamos assim, com motivo – da torcida do Palmeiras, pode continuar tranqüilo no Barueri, onde ninguém vai se preocupar em saber qual o destino das bolas que ele, nas raras vezes em que chega à linha de fundo e arrisca um cruzamento, joga, todo desengonçado, todo sofrido, quase fora do estádio. O torcedor do Vasco, que só não bateu ainda em ninguém porque não sabe por quem começar, também não precisa se preocupar em ter de colocar mais um na lista do acerto de contas.
A imprensa carioca, contudo, não gostou. Ela foi ali para ver um show, para fazer mais estardalhaço com a chegada de Careca do que a imprensa paulistana fez na volta de Maurren Maggi ao Brasil. Indignada com as desculpinhas dos dirigentes, exigiu explicações do técnico Tita. Afinal, como é que Tita anuncia que vai escalar na próxima partida um jogador que nem é do clube? A diretoria não havia lhe dado garantias? Tita, louquinho pra tirar o seu da reta, tratou logo de explicar que nenhum dirigente conversou com ele sobre a contratação de Márcio Careca. O técnico, na verdade, vinha acompanhando o caso pela imprensa...
Organização, divisão de responsabilidades, modernos mecanismos de comunicação, entendimento. O Vasco de Dinamite mostrou, num único dia, que é isso e muito mais. Muito mais, sim, pois não acabou aí. Quando os repórteres já se preparavam para voltar desanimados às redações, eis que surge em São Januário a lendária, carrancuda e consideravelmente obesa figura de Odvan.
Foi um rebuliço! Torcedores chorando, se abraçando! Repórteres sorrindo novamente! O Vasco, afinal, havia preparado uma surpresa. Aquela história de apresentar Márcio Careca era só pra despistar! Que Márcio Careca, que nada! Ele que vá jogar bola pela linha de fundo no interior de São Paulo! O Vasco decidira, então, homenagear todos os heróis da conquista de 98 na pessoa do humilde zagueiro Odvan, “símbolo da raça” (sempre dizem isso, né?) daquele time vencedor. Um gesto singelo, delicado, nobre. O Vasco pode não ter dinheiro, mas tem história, tem respeito pelos seus ex-jogadores e por sua torcida! Que terça-feira espetacular!
Bem, mas bastou os microfones serem apontados para Odvan, para todos descobrirem que não era nada disso. Odvan não havia ido a São Januário para inaugurar placa comemorativa, vestir faixa e recordar detalhes da campanha na Libertadores de dez anos atrás. Odvan não estava ali a passeio. Odvan pegou a camisa, vestiu, beijou e anunciou, para uma imprensa carioca que não ficava tão perplexa desde o dia em que descobriu que o Engenhão existia e não era só um projeto engana-mané, tipo estádio do Corinthians, anunciou, repito, que é o mais novo reforço do Vasco para o segundo turno do Brasileirão.
Um instante de silêncio. Passarinhos cantam ao longe. E de repente bate no torcedor vascaíno uma inexplicável saudade do Márcio Careca!
Sem dinheiro nem pra encomendar um cento de coxinha frita e umas garrafas de guaraná Dolly, o Vasco não programou para a data nenhuma festinha ou homenagem. Mas, para o dia não passar em branco, decidiu fazer nele a apresentação oficial de seu novo reforço, o homem escolhido a dedo por Roberto Dinamite para tirar o time das últimas posições no Brasileiro: o lateral esquerdo Márcio Careca.
A imprensa carioca, acostumada a cobrir tiroteio em baile funk, encalhe de baleia em Copacabana, revolta em trem suburbano e coisa muito pior, não decepcionou: compareceu em peso para ouvir as primeiras palavras do – aonde é que o mundo vai parar!? – novo ídolo vascaíno. Tita, mostrando toda a confiança que tem no seu elenco, repetia, desesperado, que precisava demais desse reforço. No calor da emoção, até anunciou a estréia de Careca já para o próximo jogo do Brasileirão, contra o Grêmio.
Tudo em vão. Márcio Careca não apareceu em São Januário. Os diretores vascaínos corriam de um lado para o outro, falavam ao celular, davam palpites para o Jogo do Bicho, mas não conseguiam oferecer nenhuma explicação satisfatória para a ausência do novo reforço. No fim, pressionados, admitiram que, na verdade, Márcio Careca nunca assinou com o Vasco, que o Barueri, clube do jogador, dificultou a negociação, que vai ficar tudo por isso mesmo, que o importante é ter saúde, que a vida continua e que eu nunca vou te abandonar porque eu te amo.
Bom para todo mundo. Careca, que várias vezes escapou de apanhar – não diria merecidamente, mas, digamos assim, com motivo – da torcida do Palmeiras, pode continuar tranqüilo no Barueri, onde ninguém vai se preocupar em saber qual o destino das bolas que ele, nas raras vezes em que chega à linha de fundo e arrisca um cruzamento, joga, todo desengonçado, todo sofrido, quase fora do estádio. O torcedor do Vasco, que só não bateu ainda em ninguém porque não sabe por quem começar, também não precisa se preocupar em ter de colocar mais um na lista do acerto de contas.
A imprensa carioca, contudo, não gostou. Ela foi ali para ver um show, para fazer mais estardalhaço com a chegada de Careca do que a imprensa paulistana fez na volta de Maurren Maggi ao Brasil. Indignada com as desculpinhas dos dirigentes, exigiu explicações do técnico Tita. Afinal, como é que Tita anuncia que vai escalar na próxima partida um jogador que nem é do clube? A diretoria não havia lhe dado garantias? Tita, louquinho pra tirar o seu da reta, tratou logo de explicar que nenhum dirigente conversou com ele sobre a contratação de Márcio Careca. O técnico, na verdade, vinha acompanhando o caso pela imprensa...
Organização, divisão de responsabilidades, modernos mecanismos de comunicação, entendimento. O Vasco de Dinamite mostrou, num único dia, que é isso e muito mais. Muito mais, sim, pois não acabou aí. Quando os repórteres já se preparavam para voltar desanimados às redações, eis que surge em São Januário a lendária, carrancuda e consideravelmente obesa figura de Odvan.
Foi um rebuliço! Torcedores chorando, se abraçando! Repórteres sorrindo novamente! O Vasco, afinal, havia preparado uma surpresa. Aquela história de apresentar Márcio Careca era só pra despistar! Que Márcio Careca, que nada! Ele que vá jogar bola pela linha de fundo no interior de São Paulo! O Vasco decidira, então, homenagear todos os heróis da conquista de 98 na pessoa do humilde zagueiro Odvan, “símbolo da raça” (sempre dizem isso, né?) daquele time vencedor. Um gesto singelo, delicado, nobre. O Vasco pode não ter dinheiro, mas tem história, tem respeito pelos seus ex-jogadores e por sua torcida! Que terça-feira espetacular!
Bem, mas bastou os microfones serem apontados para Odvan, para todos descobrirem que não era nada disso. Odvan não havia ido a São Januário para inaugurar placa comemorativa, vestir faixa e recordar detalhes da campanha na Libertadores de dez anos atrás. Odvan não estava ali a passeio. Odvan pegou a camisa, vestiu, beijou e anunciou, para uma imprensa carioca que não ficava tão perplexa desde o dia em que descobriu que o Engenhão existia e não era só um projeto engana-mané, tipo estádio do Corinthians, anunciou, repito, que é o mais novo reforço do Vasco para o segundo turno do Brasileirão.
Um instante de silêncio. Passarinhos cantam ao longe. E de repente bate no torcedor vascaíno uma inexplicável saudade do Márcio Careca!
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Últimas olímpicas
Postado por
Leonardo Botti

Ronaldinho Gaúcho voltou a sorrir. Foi o que Dunga disse. Mas não tem muitos motivos pra isso não. Além de perder a semifinal olímpica para a Argentina e ter que se contentar com o bronze, ainda levou um não de uma sueca.
Johanna Almgren (foto acima), meio-campista da seleção feminina da Suécia, estava hospedada no mesmo hotel da seleção brasileira e certo dia ficou no hall do hotel para pegar autógrafos. Em entrevista ao jornal sueco Bordas, ela disse: "Ronaldinho ignorou todos os chineses e veio direto em minha direção, pegou minha mão e a beijou. Eu quase desmaiei". Depois do encontro, Almgren recebeu um telefonema de um "representante" de Ronaldinho convidando-a para ir ao quarto do ex-craque. Lá, ao lado de outras suecas, depois de muita linguagem de sinais, recebeu um pedido de casamento. Ela respondeu com um "não" e foi embora.
Para encerrar o papo olímpico, o grande Alborghetti resumiu o que todo brasileiro quer falar sobre nossa participação nas Olimpíadas. Só para situá-lo, eu sei que é maldade, mas no início do vídeo ele está falando de Diego Hipólito.
Comentário de Abimael Forquilla: "Todo mundo pegando todo mundo em Pequim e o Ronaldinho querendo casamento... Pelo visto, não é só pra fazer xixi que ele é meio devagar, né? Esse é do tipo que se apaixona em suruba!"
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Notas do subsolo
Postado por
Gabriel Foots
A situação do Santos não está boa e o pessoal está apelando para a intervenção divina para fugir da Série B. No Minuto-Torcedor do Futebol de Mesa desta semana, Luciano Emiliano evocou Padre Quevedo; agora, o volante Roberto Brum (atleta de Cristo, missionário e profeta) manda e desmanda da fé para absolver um cocainômano na FIFA, prevê gols e dá luz e alento aos desamparados. Um exemplo de piedade.
* * *
Depois de ter perdido a Libertadores, ser desmontado e ter o fantasma do rebaixamento, já conhecido, rondando as Laranjeiras, o Fluminense foi buscar reforços no plantel de seu algoz: Urrutia. Os equatorianos sacanearam com o tricolor de Nelson Rodrigues mais uma vez: deram corda e, na hora de concluir tudo, colocaram água no processo. Urrutia, muito consciente e se valendo do dito popular "quem tem, tem medo", quis manter as boas relações com o atual clube e ficou na moita.
Comentário de Abimael Forquilla: "Se o Rodrigo Souto é coicainômano ou não eu não sei, o que eu sei é que ele tem de ser absolvido, sim, na Fifa, na Justiça comum e no programa da Márcia Goldschimidt, se lá o levarem. Tá na cara que aí tem dedo do Edinho, cujo gosto pelo branco sempre foi muito além do amor à camisa do Santos. O que é certo é certo: Edinho preso, Rodrigo Souto."
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Caio Jr. leva Fierro para fazer "um bom trabalho"
Postado por
Corazza
Depois de surpreender o mercado mundial de futebol ao contratar Sambueza, o Flamengo dá mais um passo rumo à conquista de uma vaga na Copa Sul Americana 2009. Agora, o professor Caio Jr. pode completar o seu raciocínio: não fui para o Catar, acabei levando Fierro.O meia-atacante do Colo Colo - time e índio traidor do Chile - chega à Gávea para somar. Como pouca piada pronta é bobagem, o diretor flamenguista a apresentar o Fierro à torcida foi Plínio Pinto. "Agora acreditamos que Caio Júnior tem elenco para fazer um bom trabalho até o fim do ano", mandou o Plínio.
O uso da expressão "um bom trabalho" no meio futebolístico já foi bem explorado por Irineu Perpetuo na primeira edição do nosso podcast - aliás, já ouviu o novo, que tá pingando na área desde ontem? Se não ouviu, tá caçando mais borboleta que o Clemer.
Uma pena que Plínio Pinto também tenha dito que o chileno "encerra o ciclo de contratações" do mengão para o segundo semestre. Para completar o time, a urubuzada poderia contratar algum centroavante rompedor chamado "En la Muñeca", dupla ideal para Fierro.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Podcast - Futebol de Mesa - Edição 3
Postado por
Leonardo Botti
Em clima de encerramento de Olimpíadas, a terceira edição do Futebol de Mesa, o podcast do Comancheiro Futebol Chope, é dedicada ao desempenho brasileiro na Olimpíada. Como você já sabe, toda terça-feira, perto da hora do almoço, você ouve aqui uma edição inédita deste bate-papo gravado em algum boteco da cidade de São Paulo.
Na edição de hoje, eu (Leonardo Botti), Abimael Forquilla, Irineu Perpétuo e Gabriel Foots falamos sobre Campeonato Brasileiro, Seleção Brasileira, as musas de Pequim, o "Herodes do atletismo", o doping de Chupa-Chup, as melhores desculpas de nossa delegação, além de mais filosofia aplicada ao futebol, obra de Gabriel Foots.
Temos também a estréia do Minuto-Torcedor, um espaço para a manifestação da voz das arquibancadas. Nesta edição, o santista Luciano Emiliano e o corintiano Rogério Roma mandam o seu recado. Sem falar na participação do amante dos esportes olímpicos, nosso correspondente na China, Felipe Corazza.
Clique aqui para assinar esse podcast e ouvir edições anteriores.
Clique aqui para baixar o MP3.
Na edição de hoje, eu (Leonardo Botti), Abimael Forquilla, Irineu Perpétuo e Gabriel Foots falamos sobre Campeonato Brasileiro, Seleção Brasileira, as musas de Pequim, o "Herodes do atletismo", o doping de Chupa-Chup, as melhores desculpas de nossa delegação, além de mais filosofia aplicada ao futebol, obra de Gabriel Foots.
Temos também a estréia do Minuto-Torcedor, um espaço para a manifestação da voz das arquibancadas. Nesta edição, o santista Luciano Emiliano e o corintiano Rogério Roma mandam o seu recado. Sem falar na participação do amante dos esportes olímpicos, nosso correspondente na China, Felipe Corazza.
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Fanfarra
Postado por
Gabriel Foots
Assim como o espírito Xeneize, a fanfarrice tem origens nos primórdios. Ao ler as notícias diárias percebemos que o império dos fanfarrões comanda o show. Como aqui neste blog se faz jornalismo, vamos aos fatos:
Vasco: em fase excelente, sobrando no campeonato e com chances de ir disputar a Libertadores do próximo ano, pois faz grande campanha no returno (7 pontos em 3 jogos - uau!), o time de São Januário deu folga para seus jogadores, ontem, segunda-feira. Dinamite fazendo choque de gestão. Muito prudente.
Vasco: em fase excelente, sobrando no campeonato e com chances de ir disputar a Libertadores do próximo ano, pois faz grande campanha no returno (7 pontos em 3 jogos - uau!), o time de São Januário deu folga para seus jogadores, ontem, segunda-feira. Dinamite fazendo choque de gestão. Muito prudente.
Atlético Paranaense: o time continua com aquele papinho "ai, não dá tempo de treinar! Não temos elenco; não temos banco! Ó vida!". Diagnóstico: pede pra sair. Está muito duro? Vá jogar a Copa Kaiser. Pô, joga dois jogos por semana e não dá tempo para treinar? Os jogadores têm dois empregos?
Dodô, o eterno fanfarrão: jogador que deixa saudade por onde passa, provavelmente será mais uma vez passado para frente. Depois da demonstração de respeito pela hierarquia e senso de conjunto, deve ir para o Corinthians. Agora vai! Em 2009, os adversários nem deveriam aparecer para jogar; o Timão vai passar por cima. Olhem bem e vejam o ataque que os caras estão montando: Dentinho, Herrera, Acosta, Careca, Bebeto, Otacílio Neto e, em breve, Dodô. O caro leitor dirá: não conheço metade destes caras. Eu digo: está vacilando. Não assiste a Série B, vai ter surpresa na hora que seu time for pegar os matadores do Parque São Jorge, grupo de extermínio. Misericórdia, meu pai!
Olimpíadas: o site globoesporte.com fez um seleção das frases mais bonitas e edificantes dos jogos. Vale a pena conferir. Destaco os ditos sapientais de Maradona, Alexandre Pato, Pedro Dias (judoca e suposto corno português) e Diego Hypólito, o chupim.
Comentário de Abimael Forquilla: "Esse negócio de 'Dodô será mais uma vez passado pra frente' é questão de ponto de vista. Pra mim, ele é que passa os outros pra trás..."
Dodô, o eterno fanfarrão: jogador que deixa saudade por onde passa, provavelmente será mais uma vez passado para frente. Depois da demonstração de respeito pela hierarquia e senso de conjunto, deve ir para o Corinthians. Agora vai! Em 2009, os adversários nem deveriam aparecer para jogar; o Timão vai passar por cima. Olhem bem e vejam o ataque que os caras estão montando: Dentinho, Herrera, Acosta, Careca, Bebeto, Otacílio Neto e, em breve, Dodô. O caro leitor dirá: não conheço metade destes caras. Eu digo: está vacilando. Não assiste a Série B, vai ter surpresa na hora que seu time for pegar os matadores do Parque São Jorge, grupo de extermínio. Misericórdia, meu pai!
Olimpíadas: o site globoesporte.com fez um seleção das frases mais bonitas e edificantes dos jogos. Vale a pena conferir. Destaco os ditos sapientais de Maradona, Alexandre Pato, Pedro Dias (judoca e suposto corno português) e Diego Hypólito, o chupim.
Comentário de Abimael Forquilla: "Esse negócio de 'Dodô será mais uma vez passado pra frente' é questão de ponto de vista. Pra mim, ele é que passa os outros pra trás..."
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Decisões européias
Postado por
Leonardo Botti
Melhores momentos das decisões das supercopas européias do último final de semana.
1) Supercopa da Espanha - Mesmo com 2 jogadores a menos, o Real Madrid venceu o Valencia, em casa, por 4 a 2, de virada. No jogo de ida, vitória do Real por 3 a 2.
2) Na decisão da Supercopa da Itália, a Inter de Julio César, Maicon, Maxwell e Mancini venceu a Roma de Juan, Doni e Júlio Baptista nos pênaltis. O jogo terminou empatado em 2 a 2.
1) Supercopa da Espanha - Mesmo com 2 jogadores a menos, o Real Madrid venceu o Valencia, em casa, por 4 a 2, de virada. No jogo de ida, vitória do Real por 3 a 2.
2) Na decisão da Supercopa da Itália, a Inter de Julio César, Maicon, Maxwell e Mancini venceu a Roma de Juan, Doni e Júlio Baptista nos pênaltis. O jogo terminou empatado em 2 a 2.
A palavra dos mestres
Postado por
Gabriel Foots
Na noite de ontem, domingo, fiquei a pensar: o fim dos Jogos Olímpicos deixará este blog mais triste? Com menos notícias? Resumido ao campeonato brasileiro e aos emocionantes campeonatos europeus? Tal questão me parecia aporética ou, se assim não fosse, se encaminhava para uma melancólica conclusão. Mas, hoje, percebi que subestimava a potência do campeonato nacional. Eis algo rico!
Querido Mário Sérgio, sempre lembrado no podcast, fez um ataque contra a Copa Sul-Americana: seu time não pode desenvolver todo seu potencial e pôr em prática os mui evoluídos e geniais esquemas táticos do ilustre técnico devido à grande quantidade de jogos. Diz MS: "Desde que cheguei é jogo na quarta e domingo, quarta e domingo. Não dá tempo de fazer jogadas ensaiadas, finalização". Pobrezinho. Além de gênio, Mário Sérgio é humilde, em reconhecer as falhas suas e de seu time, se coloca como um Xamã ou curandeiro. Que exemplo...
Celso Roth reclamou do ímpeto dos adversários contra o Grêmio. Note: contra o Grêmio, única e exclusivamente! Palavras sábias deste grande e carismático orador (anote no seu caderninho de frases motivacionais): "O campo é muito difícil de jogar. Isso não justifica, é difícil para os dois. Mas isso não foi um jogo. Foi uma batalha. O Náutico fez de tudo para ganhar - ironiza Roth" (o simpático jornalista que escreveu a matéria gentilmente dotou sr. Roth da faculdade da Ironia). Amigo, na próxima vez pediremos para que não se jogue para ganhar, ok? Onde já se viu coisa dessa, entrar em campo com ímpeto?!? Os dois goleiros do Náutico podem explicar bem como funciona este lance de entrar com ímpeto, ou melhor, de tomar uma entrada impetuosa.
Porém, a maior demonstração de frieza, imparcialidade e sabedoria foi a declaração de Jorginho, um dos Sete Sábios do mundo antigo: "Saldo da Olimpíada foi muito bom". Não posso, neste momento, fazer um comentário adequado; tenho que voltar para casa e refletir muito. Que gênio! Jorginho nos lembra que o bronze foi muito bom, principalmente quando lembramos que houve problemas com a liberação de Rafinha e Diego; e que, se há algo que será sentido no futuro da seleção, é o fato de o Ronaldinho ter voltado a sorrir e de ter prazer em jogar. Que fofo!
Querido Mário Sérgio, sempre lembrado no podcast, fez um ataque contra a Copa Sul-Americana: seu time não pode desenvolver todo seu potencial e pôr em prática os mui evoluídos e geniais esquemas táticos do ilustre técnico devido à grande quantidade de jogos. Diz MS: "Desde que cheguei é jogo na quarta e domingo, quarta e domingo. Não dá tempo de fazer jogadas ensaiadas, finalização". Pobrezinho. Além de gênio, Mário Sérgio é humilde, em reconhecer as falhas suas e de seu time, se coloca como um Xamã ou curandeiro. Que exemplo...
Celso Roth reclamou do ímpeto dos adversários contra o Grêmio. Note: contra o Grêmio, única e exclusivamente! Palavras sábias deste grande e carismático orador (anote no seu caderninho de frases motivacionais): "O campo é muito difícil de jogar. Isso não justifica, é difícil para os dois. Mas isso não foi um jogo. Foi uma batalha. O Náutico fez de tudo para ganhar - ironiza Roth" (o simpático jornalista que escreveu a matéria gentilmente dotou sr. Roth da faculdade da Ironia). Amigo, na próxima vez pediremos para que não se jogue para ganhar, ok? Onde já se viu coisa dessa, entrar em campo com ímpeto?!? Os dois goleiros do Náutico podem explicar bem como funciona este lance de entrar com ímpeto, ou melhor, de tomar uma entrada impetuosa.
Porém, a maior demonstração de frieza, imparcialidade e sabedoria foi a declaração de Jorginho, um dos Sete Sábios do mundo antigo: "Saldo da Olimpíada foi muito bom". Não posso, neste momento, fazer um comentário adequado; tenho que voltar para casa e refletir muito. Que gênio! Jorginho nos lembra que o bronze foi muito bom, principalmente quando lembramos que houve problemas com a liberação de Rafinha e Diego; e que, se há algo que será sentido no futuro da seleção, é o fato de o Ronaldinho ter voltado a sorrir e de ter prazer em jogar. Que fofo!
Bonitas declarações dos "professores", me lembram de uma muito edificante de Luxemburgo. Ao defender Thiago dos Santos, lança uma pérola: "O Thiago dos Santos era 'gato'? Eu também fui! Isso é passado", ou seja, atire a primeira pedra quem nunca foi gato. Ah! Bons momentos do dente-de-leite!
Assim, caro leitor, não tema; assunto não faltará.
Assim, caro leitor, não tema; assunto não faltará.
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Leva, que é teu!
Postado por
Cassiano
Contratar jogador no meio do campeonato, quando os elencos já estão todos formados, é uma arte. Tem de ter cautela, garimpar com cuidado, pra acertar e apresentar pra galera aquele reforço que vai fazer a diferença. Sim, porque ninguém contrata jogador no meio da temporada só “pra somar”, pra “compor o elenco”. Se o cara foi chamado na 22ª rodada, não é pra ficar treinando três semanas separado do grupo, recuperando-se fisicamente, pra depois ir entrando aos poucos, no segundo tempo: é pra chegar, vestir a camisa e resolver. O Vitória, por exemplo, já achou o homem. O time começou o mês todo assanhado, todo cheio de mandinga, crente que aproveitaria os confrontos com Grêmio, Cruzeiro e Palmeiras para assumir a liderança do campeonato e afundar os concorrentes. Perdeu dos três e foi parar em sexto lugar. Mas a diretoria se mexeu: mandou chamar o argentino Trípodi, que estava no Santos.
Devem ter sido os números do atleta que chamaram a atenção da diretoria do rubro-negro baiano. O atacante argentino jogou quinze partidas pelo Santos e fez história na Vila, ganhando o coração do torcedor com nada mais nada menos do que um gol marcado.
Se não foram os números, foi, com certeza, a forma física, a hiperatividade do craque. Injustiçado pelo Cuca, que jamais compreendeu o valor de seu futebol, sua entrega em campo, o argentino foi afastado do grupo. Valente, passou as últimas semanas treinando sozinho não no CT, mas na praia, onde eventualmente beliscava uma porção de lambari frito e tomava ali uns birinights, pra repor as calorias. Foi, aliás, num momento de intensa atividade num quiosque, que atendeu o celular e recebeu a proposta do Vitória.
A diretoria santista, comovida com o interesse dos baianos e ao mesmo tempo apreensiva com a saída do gênio, viu-se na obrigação de suprir a perda com uma contratação de meio de temporada. Ela sabia que o torcedor ia exigir uma resposta e, antes mesmo que começasse a tradicional chuva de chinelo (essa maneira inimitável que o torcedor santista tem de fazer protesto), tratou de anunciar o reforço: o meio-campista Bida. E Bida, vejam só como é a vida, estava onde, minha gente? Sim: Bida estava no Vitória.
Há quem garanta que não foi assim que aconteceu. Que, na verdade, o Santos é que foi atrás do Bida primeiro e, depois, em retribuição, foi obrigado a ceder Trípodi para o Vitória. Que seja! Agora que já estão os dois de olho roxo, não importa mais saber quem agrediu primeiro. Quem sai fortalecida com essas contratações é a matemática, uma vez que mais uma vez se confirma a velha máxima segundo a qual “a ordem dos fatores não altera o produto”.
Essa troca entre equipes que disputam o mesmo campeonato só não foi a mais ousada transação do mercado futebolístico nacional dos últimos tempos porque o Corinthians, modernizado, renascido, lançando tendências, acertou no final de semana a vinda do lateral esquerdo Pablo, de 22 anos. O clube trabalhou nos bastidores, na surdina, como anda fazendo ultimamente, e apresentou o garoto do nada. Tão do nada, que até agora Andrés Sanchez ainda não conseguiu explicar onde afinal o menino estava jogando, embora já se saiba que brilhou no Treze da Paraíba e em “equipes do interior de São Paulo”. Mas até aí não há nada de mais. A inovação está no fato de que Pablo, recém-contratado, já foi emprestado pelo Corinthians ao Bragantino e disputará a Série B pela equipe de Bragança Paulista.
Tá aí! Não adianta ter inveja. É por isso que o Corinthians é grande e tem torcida em tudo quanto é lugar. Que outro time, em plena segundona, teria a grandeza de ir buscar um reforço para um adversário? Que sirva de exemplo para os times da Série A! Imagine como seria mais legal o Brasileirão, se agora o Palmeiras, por exemplo, contratasse, sei lá, Edcarlos, e emprestasse para o Grêmio. Aí, o Grêmio, entrando no clima, acertasse com o Zé Elias e o cedesse por três meses ao Cruzeiro. O Cruzeiro ia lá e, pra não ficar pra trás, contratava o Perdigão e despachava para o Flamengo. Devia virar lei: cada time ficaria obrigado a contratar um jogador no meio da temporada e inscrevê-lo em outra equipe. Menos no Vasco. O Vasco vive no seu próprio mundinho, logo ali no universo paralelo. Um clube capaz de trazer Márcio Careca nessa altura do campeonato, pra acalmar a torcida e escapar do rebaixamento, definitivamente não precisa de mais nada.
Devem ter sido os números do atleta que chamaram a atenção da diretoria do rubro-negro baiano. O atacante argentino jogou quinze partidas pelo Santos e fez história na Vila, ganhando o coração do torcedor com nada mais nada menos do que um gol marcado.
Se não foram os números, foi, com certeza, a forma física, a hiperatividade do craque. Injustiçado pelo Cuca, que jamais compreendeu o valor de seu futebol, sua entrega em campo, o argentino foi afastado do grupo. Valente, passou as últimas semanas treinando sozinho não no CT, mas na praia, onde eventualmente beliscava uma porção de lambari frito e tomava ali uns birinights, pra repor as calorias. Foi, aliás, num momento de intensa atividade num quiosque, que atendeu o celular e recebeu a proposta do Vitória.
A diretoria santista, comovida com o interesse dos baianos e ao mesmo tempo apreensiva com a saída do gênio, viu-se na obrigação de suprir a perda com uma contratação de meio de temporada. Ela sabia que o torcedor ia exigir uma resposta e, antes mesmo que começasse a tradicional chuva de chinelo (essa maneira inimitável que o torcedor santista tem de fazer protesto), tratou de anunciar o reforço: o meio-campista Bida. E Bida, vejam só como é a vida, estava onde, minha gente? Sim: Bida estava no Vitória.
Há quem garanta que não foi assim que aconteceu. Que, na verdade, o Santos é que foi atrás do Bida primeiro e, depois, em retribuição, foi obrigado a ceder Trípodi para o Vitória. Que seja! Agora que já estão os dois de olho roxo, não importa mais saber quem agrediu primeiro. Quem sai fortalecida com essas contratações é a matemática, uma vez que mais uma vez se confirma a velha máxima segundo a qual “a ordem dos fatores não altera o produto”.
Essa troca entre equipes que disputam o mesmo campeonato só não foi a mais ousada transação do mercado futebolístico nacional dos últimos tempos porque o Corinthians, modernizado, renascido, lançando tendências, acertou no final de semana a vinda do lateral esquerdo Pablo, de 22 anos. O clube trabalhou nos bastidores, na surdina, como anda fazendo ultimamente, e apresentou o garoto do nada. Tão do nada, que até agora Andrés Sanchez ainda não conseguiu explicar onde afinal o menino estava jogando, embora já se saiba que brilhou no Treze da Paraíba e em “equipes do interior de São Paulo”. Mas até aí não há nada de mais. A inovação está no fato de que Pablo, recém-contratado, já foi emprestado pelo Corinthians ao Bragantino e disputará a Série B pela equipe de Bragança Paulista.
Tá aí! Não adianta ter inveja. É por isso que o Corinthians é grande e tem torcida em tudo quanto é lugar. Que outro time, em plena segundona, teria a grandeza de ir buscar um reforço para um adversário? Que sirva de exemplo para os times da Série A! Imagine como seria mais legal o Brasileirão, se agora o Palmeiras, por exemplo, contratasse, sei lá, Edcarlos, e emprestasse para o Grêmio. Aí, o Grêmio, entrando no clima, acertasse com o Zé Elias e o cedesse por três meses ao Cruzeiro. O Cruzeiro ia lá e, pra não ficar pra trás, contratava o Perdigão e despachava para o Flamengo. Devia virar lei: cada time ficaria obrigado a contratar um jogador no meio da temporada e inscrevê-lo em outra equipe. Menos no Vasco. O Vasco vive no seu próprio mundinho, logo ali no universo paralelo. Um clube capaz de trazer Márcio Careca nessa altura do campeonato, pra acalmar a torcida e escapar do rebaixamento, definitivamente não precisa de mais nada.
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