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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Futebol expansionista

Como já foi dito no podcast deste blog (pois, aqui se faz jornalismo), a agressiva estratégia de marketing do Corinthians (melar o campeonato do São Paulo com o anúncio da contratação do Ronaldo, a negociação truculenta com patrocinadores...) partiu para a multiplicação do clube.

Tal como aconteceu em 2000, quando o Palmeiras comprou um time amador na Bahia e fez uma cria sua no Nordeste - para fins de divulgação e outros -, o Corinthians firmou uma parceria com o J. Malucelli, transformando o último em uma "franquia" alvinegra. Ok, nada de especial nem novo. Porém, há algo que me pareceu sensacional. Lembre-se de quando você era moleque e ficava lendo almanaques e respondendo aos joguinho dele; lembre-se do jogo dos sete erros, ok? Então, agora diga: o que há de bizarro, ou melhor, contraditório ou mal encaixado no brasão do novo time?
O nome do time é Sport Club Corinthians Paranaense; e de qual estado é a bandeira no centro do brasão? São Paulo. Corinthians colonizando outros estados... mas, se olharmos por outro ponto de vista e conhecendo como funciona a psyché de um corinthiano, podemos pensar que não haveria a menor possibilidade da bandeira do Paraná figurar no distintivo do novo clube, haja vista que nesta o verde predomina.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Máfia F.C.

O mundo bizarro de gabinetes e conchavos marca o final do Brasileirão de 2008: Simon “erra” e vai para a série B; São Paulo não é punido pela invasão de campo no jogo contra a Lusa (que novidade), mas o Goiás é - pelo episódio na Serra Dourada contra o Cruzeiro. O esmeraldino tem medo do juiz do jogo do próximo domingo contra o Flamengo. Agregado aos problemas já cotidianos da CBF e do STJD, surge agora o assunto “mala branca” (nosso blog, onde se faz jornalismo, mencionou o fato em seu 16º podcast): Renato Gaúcho diz que é normal; Evandro, do Palmeiras, diz que recebeu um tanto para ajudar a rebaixar o Corinthians ano passado (quer dizer que ele fez diferença? Alguém tem que contar isso para o della Monica! Ei, della Monica, aumenta o salário do menino ou ofereça um bicho para cada bom jogo que ele fizer – assim, talvez o infeliz jogue bola).

O fato mais curioso sobre o pênalti supostamente sofrido por Tardelli e não anotado é que mostra quem tem poder de barganha e quem não tem: creio que o pênalti cometido (e não marcado) por Bruno em Jorge Henrique, naquele jogo que a CBF meteu a mão e “tirou” mando de campo do Bota ao levar o jogo para o Maracanã, foi mais claro, ou seja, um erro maior... se eu fosse botafoguense, acusaria o árbitro Marcelo de Lima Henrique de ser caseiro. Voltando ao Flamengo: quem tem, põe o pau na mesa; quem não tem, roda e fica pianinho.

Há muito, qualquer um com discernimento sabe que o São Paulo tem alguma coisa com o STJD. O tempo passa e as coisas ficam mais claras: acontecimentos semelhantes resultam em veredictos distintos. Citando um amigo meu: esta situação continuará a mesma enquanto não definirem punições claras para eventuais infrações (i.e.: invasão de campo: x jogos sem mando; bater no juiz: x jogos de suspensão; etc..). O STJD é claramente parcial, obscuro e fraudulento.

Mala branca: nenhum torcedor acha que o time joga por amor à camisa, exclusivamente; seria absurdo imaginar tal coisa. Jogadores são profissionais como quaisquer outros, fazem o que fazem por gosto e dinheiro. Ok, mas não precisa deixar a parte mercenária tão escancarada. O caso mais crônico, ao meu ver,  é o do Evandro: o palmeirense deve ter ficado puto (e, ao mesmo tempo, feliz) ao saber que quando deram um a mais ele se empenhou.

E assim vamos. O São Paulo será campeão.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O Luxa e o lixo


Vanderlei Luxemburgo não cansa de dar provas de seu caráter em rede nacional. A primeira picuinha com o goleiro Marcos foi uma estupidez grotesca. Como é que um treinador esculhamba o maior ídolo e líder do time na reta decisiva do campeonato? Apesar disso, alguém ainda podia dar razão ao garoto-propaganda mais famoso das lojas Colombo.

A picuinha deste fim de semana, no entanto, é imperdoável. Vendo que o time estava perdendo e sentindo que isso podia custar o título, o cara foi tentar um milagre nos escanteios. É sensato? Não muito, principalmente porque ele começou a fazer isso aos 30 do segundo tempo. É compreensível? Completamente. Ele sentiu a culpa no gol que tomou e quis se redimir.

O que faz Vanderlei Luxemburgo? Esculacha, é claro.

O Luxa teria até um motivo para sair de campo contrariado, já que o Marcos ainda é só um jogador e está sob o seu comando. Só tem um porém: Marcos perdeu o pai há uma semana. Você não esculhamba um jogador, qualquer que seja, que perdeu o pai há uma semana. No mínimo, por educação. Era a hora de o técnico mostrar seu valor e dizer aos repórteres algo como "não é hora de comentar isso".

Mas, é claro, trata-se de Vanderlei Luxemburgo. Ali, o que era uma picuinha besta virou uma demonstração de poder absolutamente desnecessária do técnico, com o comentário sarcástico "Pelo que se viu, o Marcos saiu novamente como 'São Marcos' porque a torcida gostou. Não sei se para nós a aprovação foi tão grande".

Não sei se o Luxa prestou atenção, mas o Marcos saiu é desesperado para o vestiário, provavelmente pra chorar o segundo choro mais doído da vida dele.

Alguém precisa avisar ao Belluzzo que o maior "esquema" para favorecer o São Paulo nesse campeonato foi armado pela própria diretoria do Palmeiras, quando botou esse traste vestido de gala para comandar o time...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Pequenas notas

Como certa vez disse Saulo Milleri Biral, um de nossos leitores, o problema do Flamengo é a soberba. Márcio Braga discorda. O dirigente diz que falta "arrogância" ao time rubro-negro e que, numa reminiscência proustiana, sentiu-se tão abalado após o empate contra a Luza como quando criança. Eis alguém que conhece de "crisis management".

*  *  *

O Globoesporte.com lancou esta semana o Futpédia: uma base de dados sobre o futebol brasileiro. A princípio, somente há dados sobre o campeonato brasileiro, de 1971 até 2007, porém, ano que vém, a ferramenta contará com informações sobre os campeonatos carioca e paulista, desde a fase amadora até hoje. Uma boa iniciativa. Muito bacana.

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Está enchendo o saco esta historinha entre Luxemburgo e Muricy Ramalho. Alfinetada de cá e de lá. O que que é isso? São adultos. Parece picuinha de pátio de escola. Quer brigar? Ok, mas faça como homem, ou melhor, como Schopenhauer: ofensa verbal, agressão, cuspe, arma branca e arma de fogo - nesta ordem. Em entrevista recente, Muricy criticou as capacidades de Luxemburgo como comentarista e o fato dele não ter acompanhado o time na viagem para Argentina; algo irritante: sempre depois de uma crítica, o são-paulino emendava: "mas a gente tem que respeitar". Pô! diz que o cara está fazendo besteira e depois passa o pano? Pare com isso, tome vergonha na cara e vire homem: ofenda, critique e mande aquele abraço!

*  *  *

Como prometido no podcast, segue o link para a divisão das torcidas em clássicos no Maracanã. Notem que Flamengo e Vasco não flutuam, têm lugar "cativo", e que o acordo data de 1950: algo impressionante para este país e aquela cidade.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Em semana de clássicos

É sempre lindo ouvir aquilo que se ouve antes dos clássicos: discursos cordiais, gentilezas e muito raciocínio analítico. No fim de semana teremos três clássicos: Vasco x Flamengo, Palmeiras x São Paulo e Atlético Mineiro x Cruzeiro. Este último, creio que não vale a pena descutirmos aqui, por duas razões: o resultado é mais ou menos previsível (já que não involve o Flamengo) e pouco está sendo dito sobre ele. 

Vasco e Flamengo:
Duelo de falastrões: Renato Gaúcho, Roberto Dinamite e Marcio Braga. Ui! Poucos sobreviverão. Marcinho do amendoim disse: "Só vejo que o Vasco está mal no campeonato, que o time é fraco e está passando por dificuldades (um possível rebaixamento)". Numa súbita crise de consciência, o dirigente rubro-negro tentou desmentir ou, pelo menos, amenizar as declarações (o rapaz tem um bom coração), mas não fez aquela cortez ligação para São Januário.
Dinamite rebate: "O dirigente tem que falar pouco e trabalhar muito para dar condições aos jogadores. Nós, presidente, diretores, ttemos que dar condição para o grande espetáculo". Ufa! Ainda bem alguém sereno no mundo do futebol. Veja e aprenda, Marcio, como se deve tocar um clube; veja o clima de harmonia do Vasco. Bravo, Dinamite!
Na mesma ocasião, Dinamite disse que no tempo dele não era necessário que rolasse uma briga de comadre para encher o estádio, bastava o futebol. Os tempos são outros...
Renato Gaúcho me preocupa. O menino tão falante, garboso anda meio cabisbaixo e introspectivo. Nem quis armar uma briga como o Marcio Braga. Levem para o médico! O rapaz deve estar doente...
Um último episódio vascaino: Odvan dá uma entrada violenta em Leandro Amaral e, segundo tudo indica, tira o atacante do clássico. Odvan é um dos maiores fanfarões que o mundo já viu; o cara é bom! Ou seria isso uma falsa notícia, um mis en scène da Inteligência Portuguesa?

Palmeiras e São Paulo:
Um bate-boca de lavadeira, mas sem aquele tempeiro carioca. Leandro e Diego Souza disseram que o Palmeiras tinha 70% de chance de ganhar o clássico por jogar em casa, partindo, supostamente, do retrospecto do time como mandante no campeonato. Muricy se ressentiu e rebateu, valendo-se de ironia: 30% de chance era bom demais e que o São Paulo é favorito. Para emendar, usou a cornetagem de Marcinho contra os rivais e, finalmente, evocou a antiga máxima que o futebol se ganha no campo. Luxemburgo seguiu com a rusga e defendeu seus homens dizendo que eles não disseram nenhum absurdo e que tudo aquilo não passava de tempestade em copo d'água. Diego Souza chegou com a faca nos dente e um discurso a la "Churchill": "Se for preciso, vou suar sangue em campo para sair vitorioso". 
E assim seguiremos até a gozação de segunda-feira.


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

"Meu carro é vermelho..."

Eu, Leonardo Botti, queria dizer uma coisa. Se eu fosse técnico do time do EEPG Alfredo Paulino, em 1990, a gente teria vencido aquela partida contra o time do Professor Áureo. Como eu não era, nunca saberemos se eu tenho razão.



A entrevista do Vanderlei para a Rádio Globo você ouve aqui.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Esse Marcos parou no tempo, viu

Essa é pra você, jovem leitor, acostumado com Robinhos e Ronaldos. Saiba que houve um tempo em que jogadores de futebol tinham o chamado "amor à camisa". Eu sei, hoje em dia o que vale é o profissionalismo. O jogador tem que procurar o que é melhor pra ele.

Mesmo assim, tem gente parada no tempo.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Deus me livre!

A imprensa carioca bem que tentou, mas não conseguiu arrumar assunto para mais um capítulo na novela que se tornou a contratação de Márcio Careca pelo Vasco. Perguntaram ao vice-presidente de futebol do clube, Manoel Fontes, se é verdade que o Vasco, pra ter o jogador, vai mesmo brigar com o Barueri, time de Careca, na Justiça. O dirigente disse, em resposta, a única coisa que pode sair da boca de um homem de bem numa hora dessas: “Deus me livre”!

Enquanto o Vasco luta bravamente para convencer os repórteres do Rio a parar de perguntar por Márcio Careca, um de seus atletas, Madson, acha que o momento é oportuno para pedir aumento. Prometeram para o moleque, no começo do campeonato, que, se ele jogasse dez partidas como titular, receberia um adicional bacana, pra poder comprar um carro da hora e levar umas minas de Del Castilho pra dar rolê na Lagoa. Madson era reserva e não entrava nunca. Pois virou o “homem de confiança” (outra expressão bonita da crônica esportiva brasileira) de Tita, completou os dez jogos e, louquinho pra se jogar na night, foi cobrar o dinheiro. A diretoria do Vasco não disse nem que sim nem que não, e isso, vindo do Vasco, a gente já sabe o que significa... Significa que “Deus me livre”!

Já passou da hora de o Vasco copiar a organização do Flamengo. O Mengo, sim, sabe administrar orçamento, montar elenco, planejar temporada. Esta semana a diretoria apresentou, toda contentinha, o saldo desse período de negociações. A ida de Marcinho para algum lugar deserto no Oriente Médio não rendeu muito: R$ 750 mil. Já a venda de Souza ao Panathinaikos valeu R$ 4,75 milhões. Negocião. Em condições normais, a Justiça exigiria que o Flamengo pagasse para alguém levar o Souza, mas a diretoria rubro-negra encheu os gregos de caipirinha e, depois de algumas doses, os fanfarrões não só pagaram caro pelo Souza, como já estavam quase querendo também o Toró. Nada que se compare, contudo, aos R$ 13 milhões que o clube embolsou com a ida de Renato Augusto para o Bayer Leverkusen.

Sim: dezoito milhões e meio, somando tudo. Aí, o Flamengo, montado na grana, mostrou como é que se faz. Saiu às compras. Mas com cautela. O bom e barato, afinal, é uma receita que já rendeu frutos a muitos clubes. O Botafogo, por exemplo, foi até vice-campeão da Série B, usando essa estratégia.

Primeiro veio Eltinho, que estava no Cruzeiro, embora em toda a Grande BH ninguém soubesse disso. Baratinho. Duzentas merrecas. Fernando, do Mixto, mais desconhecido do que o clube em que estava, não veio assim tão fácil. Duzentas mil e quinhentas merrecas. Sambueza é argentino, estava no River, sabe das coisas. Não ia vir levar bomba de graça no Rio. Custou R$ 750 mil. Vandinho, do Avaí, parecia que ia dificultar. Afinal, é rodado, seus olhinhos sofridos já viram de um tudo nessa vida, sabe o que acontece quando a torcida pula o alambrado. Mas saiu por R$ 400 mil. Fernandão, quem quer que seja, para escapar de uns judeus que lhe cobravam juros em Israel, onde jogava, quase pagou para vir. Custou ao Flamengo R$ 50 mil. Como quem poupa tem, sobrou grana para o Flamengo fazer uma presença com a torcida e trazer um nome de peso, de arrebentar, de calar a boca do Eurico Miranda. Assim se chegou a Marcelinho Paraíba, ao preço de quase R$ 1,8 milhão. Finalmente, mostrando que não ligam pra dinheiro, os dirigentes flamenguistas esbanjaram R$ 1,2 milhão com Josiel, que era do Paraná e estava curtindo um calor nos Emirados Árabes, e R$ 240 mil com o chileno Gonzalo Fierro.

Valeu a pena garimpar esses talentos. O Flamengo fez uma baita economia e conseguiu formar o maior elenco do futebol brasileiro: entre latino-americanos milongueiros, cariocas legítimos e refugiados de Israel, 38 sujeitos na Gávea estragando roupa, deixando torneira pingando e combinando balada. Depois, lembrando que o Caio Júnior é do tipo que valoriza até o terceiro reserva e gosta de saber de um por um, antes do treino, como é que vai a família, a diretoria do Flamengo, pra poupar trabalho, dispensou quatro e, malandra que só, convenceu o Paraná Clube a ficar com eles. Sem pagar nada. Só na amizade mesmo.

Vandinho é seguramente o símbolo dessa leva de reforços flamenguistas. Sua contratação mostra como a diretoria rubro-negra estudou cada contratação e fez os negócios com cuidado, buscando sempre o melhor para o clube. Tudo começou com um contato entre o Flamengo e o Avaí (o Flamengo, claro, prima pela ética, e não é do tipo que já vai pondo minhoca na cabeça do jogador, sem nem falar com o clube em que o sujeito joga). O Avaí, ao saber do interesse do clube carioca por Vandinho, generosamente, compreendendo o momento difícil, a necessidade da equipe da Gávea, não ofereceu obstáculo: permitiu que os flamenguistas se entendessem logo com o atleta. Vandinho também não precisou de mais que alguns segundos para fechar. Já estava com a caneta na mão, pra assinar contrato, antes mesmo de o contrato ser redigido. Saiu de Santa Catarina direto para o Rio. Não inventou que tinha de resolver “problemas particulares”, visitar a mãe não sei onde nem nada. Chegou, apresentou-se e foi treinar. Como a torcida gosta. Como tem de ser. O preparador físico do Flamengo, Ronaldo Torres, contudo, estranhou, já no primeiro treino, que o jogador praticamente não saía do lugar. Não se apresentava. Não pedia a bola. Só sorria e batia palma pra passe errado. Mas eram os primeiros momentos. Clube novo. Clube grande. Podia ser só timidez, nervosismo, saudade do baião de dois da avó. Mas no segundo treino foi a mesma coisa. Ronaldo ficou de olho e, como o desempenho do atacante não melhorava, depois do jogo contra o Goiás, em que Vandinho foi substituído e saiu manquitolando, encostou o cara na parede. E a verdade, sempre tão bela, apareceu: “Ele já tinha um problema na coxa quando ainda estava no Avaí. Escondeu a contusão com medo de que a negociação pudesse ser cancelada”, revelou Torres. Vandinho, o sincero, explicou à imprensa que fez isso por amor, para realizar seu sonho de jogar no Flamengo.

O Flamengo é mesmo um sonho! É um dos raros clubes que tem a coragem de dispensar o exame médico pré-contratação, essa burocracia dos diabos, que só serve pra atrasar o registro do jogador na CBF. O Palmeiras também já fez muito isso, com sucesso, quando contratava Pedrinho e Jardel de olhos fechados, sem checar referências e confiando na palavra do atleta.

Vandinho, de qualquer modo, logo deve voltar, novinho em folha. E é importante que, nessa hora, o torcedor saiba perdoar o atleta. É importante apoiar o jogador e esse maravilhoso grupo de trinta e quatro guerreiros. A palavra de ordem tem de ser uma só. Um só discurso, um só coração. E a frase certa para unir Caio Júnior, elenco e torcedores nesse momento é aquela que os vascaínos conhecem melhor do que ninguém: “Deus me livre”!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

A palavra dos mestres

Na noite de ontem, domingo, fiquei a pensar: o fim dos Jogos Olímpicos deixará este blog mais triste? Com menos notícias? Resumido ao campeonato brasileiro e aos emocionantes campeonatos europeus? Tal questão me parecia aporética ou, se assim não fosse, se encaminhava para uma melancólica conclusão. Mas, hoje, percebi que subestimava a potência do campeonato nacional. Eis algo rico!

Querido Mário Sérgio, sempre lembrado no podcast, fez um ataque contra a Copa Sul-Americana: seu time não pode desenvolver todo seu potencial e pôr em prática os mui evoluídos e geniais esquemas táticos do ilustre técnico devido à grande quantidade de jogos. Diz MS: "Desde que cheguei é jogo na quarta e domingo, quarta e domingo. Não dá tempo de fazer jogadas ensaiadas, finalização". Pobrezinho. Além de gênio, Mário Sérgio é humilde, em reconhecer as falhas suas e de seu time, se coloca como um Xamã ou curandeiro. Que exemplo...

Celso Roth reclamou do ímpeto dos adversários contra o Grêmio. Note: contra o Grêmio, única e exclusivamente! Palavras sábias deste grande e carismático orador (anote no seu caderninho de frases motivacionais): "O campo é muito difícil de jogar. Isso não justifica, é difícil para os dois. Mas isso não foi um jogo. Foi uma batalha. O Náutico fez de tudo para ganhar - ironiza Roth" (o simpático jornalista que escreveu a matéria gentilmente dotou sr. Roth da faculdade da Ironia). Amigo, na próxima vez pediremos para que não se jogue para ganhar, ok? Onde já se viu coisa dessa, entrar em campo com ímpeto?!? Os dois goleiros do Náutico podem explicar bem como funciona este lance de entrar com ímpeto, ou melhor, de tomar uma entrada impetuosa.

Porém, a maior demonstração de frieza, imparcialidade e sabedoria foi a declaração de Jorginho, um dos Sete Sábios do mundo antigo: "Saldo da Olimpíada foi muito bom". Não posso, neste momento, fazer um comentário adequado; tenho que voltar para casa e refletir muito. Que gênio! Jorginho nos lembra que o bronze foi muito bom, principalmente quando lembramos que houve problemas com a liberação de Rafinha e Diego; e que, se há algo que será sentido no futuro da seleção, é o fato de o Ronaldinho ter voltado a sorrir e de ter prazer em jogar. Que fofo!

Bonitas declarações dos "professores", me lembram de uma muito edificante de Luxemburgo. Ao defender Thiago dos Santos, lança uma pérola: "O Thiago dos Santos era 'gato'? Eu também fui! Isso é passado", ou seja, atire a primeira pedra quem nunca foi gato. Ah! Bons momentos do dente-de-leite!
Assim, caro leitor, não tema; assunto não faltará.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Comentários sobre a rodada

A penúltima rodada do primeiro turno não apresentou grandes surpresas, com exceção do confronto tricolor: apesar de improvável, seguiu o padrão do ano.
Quarta-feira, dia 6 de agosto:

Grêmio 1 x 0 Ipatinga: obviamente roubado, como de hábito (eu não esqueci do episódio de 95; era muito jovem para esquecer).

Atlético-PR 2 x 0 Náutico, Sport 2 x 0 Portuguesa: pega da parte de baixo da tabela; não configura notícia. Sem elementos picantes.

Santos 2 x 3 Altético-MG: uma pena; o time pequeno em que Pelé jogou, querido da garotada... é isso que acontece quando deixam dirigente (um mago, no caso) por muito tempo: rebaixamento. Com todo respeito que tenho pelo Peixe, minha torcida segue neste sentido. Fiz uma aposta. O alento: pode ser que o Santos tenha o artinheiro do campeonato.

Vasco 0 x 2 Coritiba: descendo a ladeira! Um amigo carioca já me disse: "Pô, mermão! Tu fica achando que o Peixe vai rebaixar? Né não. Se tem um grande que vai para a segunda, é o Vasco que vai". Deixo claro que não há conluio nem má fé, pois ele não é flamenguista.

Goiás 2 x 1 Flamengo: quem me conhece já ouviu, disse que não rola confiar no Caio Jr. Bom moço, aplicado, mas está longe de conseguir agüentar o tranco.

A cereja do bolo: pã-pã-pã-pãã!
Fluminense 3 x 1 São Paulo: há muita coisa para dizer, mas que não pode ser escrita. Jogo horrível. O primeiro tempo foi tão monótono que fui lavar roupa. No começo do segundo tempo, o gol do tricolor do Morumbi já me fez pensar que rolaria um chocolate... mas não. Washington deu o chocolate - sim, ele. Ruim de mira, o oportunista, aquele que já foi chamado de "O Iluminado". O último gol é digno de nota: uma lambança na área do São Paulo, todo mundo fazendo coisa feia. Na pelada aqui da redação sai coisa melhor. Porém, neste ano, a mistura de tricolores e Maracanã gerou lances deste tipo.

Recordar é viver:

Veja o último gol do jogo de ontem:

Quinta-feira, dia 7 de agosto:

Palmeiras 3 x 0 Vitória: grande vitória, com o perdão do trocadilho. Se a mídia não fosse infestada de são-paulinos e corintianos, Sandro Silva seria destaque. Que golaço ele fez! Me fez ter saudade de Edmundo: 14 de novembro do ano passado, Palestra Itália e a mangueira de São Pedro furada. Quanta água caiu... e Edmundo carregando a bola, tranqüilo, de poça em poça. Pouca relação, só uma memória de torcedor.

Cruzeiro 2 x 0 Internacional: que pena! Gosto do Internacional, por algumas razões, mas, principalmente, porque é o rival do Grêmio na cosmontologia zoroástrica gaúcha. Nilmar perdeu um pênalti. Le pauvre.

Figueirense 1 x 2 Botafogo: será que depois do Cuca os caras vão tomar um rumo? Falando no cara, será que o Santos vai se recuperar e tomar o mesmo rumo, caso o Botafogo tome um rumo? Não, a estrela solitária parece melhor hoje. Lembremos, no entanto, que domingo eles estão ferrados: Gladstone não jogará! Sem o espião, o agente duplo, fica difícil. Mas volta Gustavo...

Comentário de Abimael Forquilla: Se Gabriel Foots já não tivesse confessado ser palmeirense, bastaria esta sua frase para que o mundo o reconhecesse como um suíno da mais enlameada espécie: 'Eu não esqueci do episódio de 95'. O episódio a que Foots se refere sem prestar maiores satisfações ao leitor deve ser, se ele não está tentando nos confundir (palmeirense é cheio de milonga!), a memorável pancadaria - decisiva para a popularização do Vale Tudo no Brasil - entre Grêmio e Palmeiras, no Olímpico, na Libertadores de 95. Agora me diga: quem mais, se não um palmeirense, é capaz de recordar, não perdoar e ainda se magoar com fatos ocorridos treze anos atrás? De qualquer forma, mesmo que Foots não tivesse se referido ao jogo de 95, ainda assim saberíamos de seu gosto por chiqueiros, currais e pocilgas em geral. Quem mais, se não um palmeirense, falaria em 'cosmontologia zoroástrica', no meio de uma conversa sobre futebol? Palmeirense é assim: vive citando coisas de que ninguém nunca ouviu falar, mas que ele jura que existem. Como o mundial de clubes de 51, por exemplo.

Gol contra e futebol aquático

Vídeos para passar o tempo na sexta-feira à tarde.

1) O primeiro é uma seleção dos 10 melhores (?!?) autogols do futebol mundial.



2) Eu sei, faltou aquele gol do Óseas contra, quero dizer, a favor do Corinthians.



3) Falando em Palmeiras, veja os melhores momentos da vitória de ontem. Repare no perfeito sistema de drenagem do gramado do Palestra Itália.



Comentário de Abimael Forquilla: "Muita gente tem-se espantado com o fato de o novo sistema de drenagem do Parque Antarctica não funcionar como se esperava. É preciso dizer, em primeiro lugar, que ele não é tão ruim assim. Normalmente, funciona muito bem. Só falha quando chove... Além do mais, queriam o quê? Chiqueiro seco eu nunca vi!"

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

De bico

- Da série "rankings que odiamos mas não deixamos de conferir", a FIFA divulgou o seu ranking para o mês de julho. Espanha, campeã da Euro, em primeiro lugar. Alemanha em segundo e Itália em terceiro. O Brasil, em sexto lugar, ocupa a sua pior posição desde 1993. O curioso é que a Inglaterra, sem jogar desde o início de junho, subiu uma posição, de 15° para 14°.

- Ainda na mesma série, a IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol) divulgou ontem o seu ranking de clubes. O Manchester United aparece em primeiro lugar, seguido por Glasgow Rangers (eliminado ontem da fase preliminar da Copa dos Campeões) e Chelsea. O clube brasileiro melhor colocado é o São Paulo, em 11° lugar.

- A fase anda tão ruim para o Flamengo, que o argentino Leandro Gracian, totalmente desvalorizado no Boca Juniors, disse que não pretende sair do clube e recusou a proposta para jogar no Brasil. Sem falar no que eu acabei de ver. O atacante uruguaio Morales, que já tinha acertado sua contratação, refugou.

- Sou contra a elitização do público de futebol. Tem que ter espaço em estádio para aquele torcedor que não pode pagar pelo lugar mais confortável. Por isso, apoio o texto do jornalista André Rizek escrito hoje em seu blog sobre o tema. Ele se baseia em matéria publicada hoje pelo Lance que analisa o fato de o Palmeiras ser o terceiro clube em arrecadação do Brasileirão embora tenha a décima melhor média de público.

Comentário de Abimael Forquilla: "No Canindé nunca teve esse negócio de 'lugar mais confortável'. Mais vazio que o pensamento do Milton Neves, é o único estádio em que o torcedor não precisa se preocupar com nada e em que a polícia, compreensiva, deixa o público, pra fazer volume, entrar carregando fantasia de carnaval, Chapolin inflável, velhos discos de fado, bacalhau de toda procedência e vários outros artigos que dão um 'efeito multidão' e ainda servem para atirar nos jogadores ao fim da partida."

quinta-feira, 31 de julho de 2008

E eu nem sabia que jogava bola II



O Alex Mineiro não é aquele Castanha, da dupla de repentistas Caju & Castanha?

quarta-feira, 30 de julho de 2008

E eu nem sabia que jogava bola


Esse Evandro, que o Palmeiras contratou para o Brasileiro, não é aquele Jean Wyllys, do Big Brother?