Mostrando postagens com marcador Santos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Mais uma do Roberto Brum

Dessa vez ele relembra sua infância, esperando para assistir um show de Sérgio Mallandro, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Coisas que só acontecem no São Paulo

Caro leitor, você já pode começar a me xingar agora caso você torça para o São Paulo. 
Uma matéria do Globoesporte.com muito insólita me chamou a atenção. Eis o título: Bosco alega que cores não combinam, não troca de uniforme e pode ser suspenso. Bizarro. Em resumo, o que aconteceu foi: o 4º árbitro pediu ao goleiro que trocasse de uniforme, pois estava de preto assim como o árbitro principal. O uniforme reserva era azul. Bosco não quis trocar porque não combinaria, ou melhor, não ficaria fashion, camisa e bermuda azuis e meias pretas. Humm... suspeito que o Richarlyson é a eminência parda deste affair. Ok.. como de hábito, a ocorrência foi para a súmila do jogo. Os especialistas dizem que ele deve ser punido por desacato ou algo similar. No entanto, o sr. Antônio Meccia, procurador do STD de (do) São Paulo, diz que é um fato muito pequeno para que se puna. Ahh! Sei, sei... Aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei. E tem quem diga que é paranóia dos adversários dizer que o São Paulo é favorecido pela mídia e pela lei.  
Vale lembrar que o sr. Meccia estava envolvido nos julgamentos do caso do gás no Palestra Itália e da cabeçada de Adriano em Domingos no clássico contra o Santos do dia 10 de fevereiro. 

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Se não sabe jogar futebol...

O futebol americano está longe de ter um bom nível competitivo. Só pra deixar claro, aqui eu falo do "soccer", como eles dizem. Pegue, por exemplo, o New England Revolution. É um dos times em melhor colocação na classificação da MLS, a liga de futebol de lá. Pois na disputa da fase preliminar da CONCACAF Champions League (sim, isso existe!), eles foram eliminados por um time de Trinidad e Tobago, o Joe Public FC.

(Antes que você durma...)

Mas esses caras sabem promover um evento. O vídeo abaixo foi criado pelo pessoal do Kansas City Wizards, um dos piores times da liga. Os "atores" são jogadores da equipe.



Enquanto isso, o futebol brasileiro gera vídeos bem menos divertidos...



quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Thiago Carleto sabe o que diz

Santos 2 x 0 Vitória. Celebrando a fuga temporária da zona de rebaixamento, os jogadores do Santos saíram de campo na Vila Belmiro como se tivessem conquistado uma Copa Sul-Americana. Kléber Pereira chegou a dizer que "só não choro aqui porque sou muito forte", o que me lembrou aquele episódio da TV Pirata em que o Guilherme Karam, como Zeca Bordoada, diz na TV Macho que "eu só não choro porque eu me seguro, eu me seguro!".

Mas, em matéria de declaração, nada bateu o lateral Thiago Carleto. Falando ao repórter da rádio Bandeirantes, Carleto comemorava a titânica vitória sobre o potente Vitória, time do falecido ACM. Carleto, um sábio entre trogloditas, mostrou que ainda há autocrítica no Santos, apesar do Chulapa.

A declaração foi a seguinte: "Hoje, no Campeonato Brasileiro, não tem time mais unido do que o Santos. Pode ter melhor, mas, mais unido, não!". Não tenho acompanhado como queria os jogos do peixe rumo à segundona, logo, não sei o que Carleto vem fazendo pelos pastos do Brasil afora. Mas, se o rapaz não for um bom lateral, podia passar a ser o porta-voz da comissão técnica.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Notas do subsolo

A situação do Santos não está boa e o pessoal está apelando para a intervenção divina para fugir da Série B. No Minuto-Torcedor do Futebol de Mesa desta semana, Luciano Emiliano evocou Padre Quevedo; agora, o volante Roberto Brum (atleta de Cristo, missionário e profeta) manda e desmanda da fé para absolver um cocainômano na FIFA, prevê gols e dá luz e alento aos desamparados. Um exemplo de piedade.

* * *

Depois de ter perdido a Libertadores, ser desmontado e ter o fantasma do rebaixamento, já conhecido, rondando as Laranjeiras, o Fluminense foi buscar reforços no plantel de seu algoz: Urrutia. Os equatorianos sacanearam com o tricolor de Nelson Rodrigues mais uma vez: deram corda e, na hora de concluir tudo, colocaram água no processo. Urrutia, muito consciente e se valendo do dito popular "quem tem, tem medo", quis manter as boas relações com o atual clube e ficou na moita.
Comentário de Abimael Forquilla: "Se o Rodrigo Souto é coicainômano ou não eu não sei, o que eu sei é que ele tem de ser absolvido, sim, na Fifa, na Justiça comum e no programa da Márcia Goldschimidt, se lá o levarem. Tá na cara que aí tem dedo do Edinho, cujo gosto pelo branco sempre foi muito além do amor à camisa do Santos. O que é certo é certo: Edinho preso, Rodrigo Souto."

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Leva, que é teu!

Contratar jogador no meio do campeonato, quando os elencos já estão todos formados, é uma arte. Tem de ter cautela, garimpar com cuidado, pra acertar e apresentar pra galera aquele reforço que vai fazer a diferença. Sim, porque ninguém contrata jogador no meio da temporada só “pra somar”, pra “compor o elenco”. Se o cara foi chamado na 22ª rodada, não é pra ficar treinando três semanas separado do grupo, recuperando-se fisicamente, pra depois ir entrando aos poucos, no segundo tempo: é pra chegar, vestir a camisa e resolver. O Vitória, por exemplo, já achou o homem. O time começou o mês todo assanhado, todo cheio de mandinga, crente que aproveitaria os confrontos com Grêmio, Cruzeiro e Palmeiras para assumir a liderança do campeonato e afundar os concorrentes. Perdeu dos três e foi parar em sexto lugar. Mas a diretoria se mexeu: mandou chamar o argentino Trípodi, que estava no Santos.

Devem ter sido os números do atleta que chamaram a atenção da diretoria do rubro-negro baiano. O atacante argentino jogou quinze partidas pelo Santos e fez história na Vila, ganhando o coração do torcedor com nada mais nada menos do que um gol marcado.

Se não foram os números, foi, com certeza, a forma física, a hiperatividade do craque. Injustiçado pelo Cuca, que jamais compreendeu o valor de seu futebol, sua entrega em campo, o argentino foi afastado do grupo. Valente, passou as últimas semanas treinando sozinho não no CT, mas na praia, onde eventualmente beliscava uma porção de lambari frito e tomava ali uns birinights, pra repor as calorias. Foi, aliás, num momento de intensa atividade num quiosque, que atendeu o celular e recebeu a proposta do Vitória.

A diretoria santista, comovida com o interesse dos baianos e ao mesmo tempo apreensiva com a saída do gênio, viu-se na obrigação de suprir a perda com uma contratação de meio de temporada. Ela sabia que o torcedor ia exigir uma resposta e, antes mesmo que começasse a tradicional chuva de chinelo (essa maneira inimitável que o torcedor santista tem de fazer protesto), tratou de anunciar o reforço: o meio-campista Bida. E Bida, vejam só como é a vida, estava onde, minha gente? Sim: Bida estava no Vitória.

Há quem garanta que não foi assim que aconteceu. Que, na verdade, o Santos é que foi atrás do Bida primeiro e, depois, em retribuição, foi obrigado a ceder Trípodi para o Vitória. Que seja! Agora que já estão os dois de olho roxo, não importa mais saber quem agrediu primeiro. Quem sai fortalecida com essas contratações é a matemática, uma vez que mais uma vez se confirma a velha máxima segundo a qual “a ordem dos fatores não altera o produto”.

Essa troca entre equipes que disputam o mesmo campeonato só não foi a mais ousada transação do mercado futebolístico nacional dos últimos tempos porque o Corinthians, modernizado, renascido, lançando tendências, acertou no final de semana a vinda do lateral esquerdo Pablo, de 22 anos. O clube trabalhou nos bastidores, na surdina, como anda fazendo ultimamente, e apresentou o garoto do nada. Tão do nada, que até agora Andrés Sanchez ainda não conseguiu explicar onde afinal o menino estava jogando, embora já se saiba que brilhou no Treze da Paraíba e em “equipes do interior de São Paulo”. Mas até aí não há nada de mais. A inovação está no fato de que Pablo, recém-contratado, já foi emprestado pelo Corinthians ao Bragantino e disputará a Série B pela equipe de Bragança Paulista.

Tá aí! Não adianta ter inveja. É por isso que o Corinthians é grande e tem torcida em tudo quanto é lugar. Que outro time, em plena segundona, teria a grandeza de ir buscar um reforço para um adversário? Que sirva de exemplo para os times da Série A! Imagine como seria mais legal o Brasileirão, se agora o Palmeiras, por exemplo, contratasse, sei lá, Edcarlos, e emprestasse para o Grêmio. Aí, o Grêmio, entrando no clima, acertasse com o Zé Elias e o cedesse por três meses ao Cruzeiro. O Cruzeiro ia lá e, pra não ficar pra trás, contratava o Perdigão e despachava para o Flamengo. Devia virar lei: cada time ficaria obrigado a contratar um jogador no meio da temporada e inscrevê-lo em outra equipe. Menos no Vasco. O Vasco vive no seu próprio mundinho, logo ali no universo paralelo. Um clube capaz de trazer Márcio Careca nessa altura do campeonato, pra acalmar a torcida e escapar do rebaixamento, definitivamente não precisa de mais nada.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Mais queimado que a pira olímpica

Os Jogos Olímpicos ainda nem começaram direito e já tem mulher chorando! Larissa, do vôlei de praia, desabou ao despedir-se da amiga Juliana, que não se recuperou de contusão e deu lugar a Ana Paula, aquela mesma, a eterna musa das quadras. Ninguém jamais saberá se o choro era de dó da companheira machucada ou de desespero de ter de estrear amanhã jogando ao lado de uma pessoa com quem nunca sequer treinou e com quem só treinará poucas horas antes da primeira partida, numa quadrinha descolada pela delegação brasileira na base do xaveco. Larissa está afobada à toa. Esse negócio de jamais ter jogado junto nunca foi empecilho pra nada. Ronaldo e Adriano também jamais jogaram juntos, mesmo estando a poucos metros um do outro, no ataque da Seleção, em 2006, e isso não impediu Ronaldo de cuidar da própria vida e sair da Alemanha como o maior goleador da história das Copas, absolutamente indiferente ao que Adriano fazia enquanto isso ali do lado. Faz o teu, Larissa, e deixa a Ana Paula levar torcida, que o que vai de homem atrás dela é inacreditável! E não há aqui nenhum duplo sentido em “o que vai de homem atrás dela”, antes que me acusem de tratar mulher que nem o Émerson Leão trata.

Se tudo der errado, resta a Larissa o consolo de pensar que nada no mundo pode ser pior do que jogar no Flamengo. O Flamengo vai treinar, o torcedor joga bomba. O Flamengo vai jogar com o Goiás, o torcedor joga bomba. É o acordo do ano: a torcida joga bomba e o time não joga nada! O Flamengo tá mais queimado que a pira olímpica!

Muito mais civilizada é a torcida do Náutico, que protestou atirando pipoca nos jogadores. Deu tão certo a manifestação, que Everaldo, zagueiro do time, tomou a iniciativa de conversar com os torcedores. Os caras perguntavam e Everaldo respondia. As perguntas eram duras, mas o zagueiro tinha explicação para tudo, tinha sempre uma boa resposta na ponta da língua. Parecia aquelas disputas de repentistas, muito populares no nordeste. Até que, uma hora, um torcedor perguntou ao atleta sobre o próximo jogo da equipe: “Se a gente não ganhar do Santos, vai ganhar de quem”? Essa resposta Everaldo está procurando até agora...

Se o Náutico não ganhar do Santos, meu conselho ao torcedor pernambucano é um só: faça como Larissa – chore! Mas chore mais do que todas as mulheres juntas ainda chorarão em Pequim, isso se o Flamengo não inventar de excursionar por lá e tudo não acabar em bomba.

Por falar em Santos, na Vila Belmiro também teve empurra-empurra e ameaça de bomba, na quarta-feira. Mas a diretoria agiu logo e mandou chamar o único homem capaz de garantir a segurança dos jogadores santistas num momento como esse: Serginho Chulapa, imenso e com aquele velho gingado. Ele está de volta à comissão técnica do clube, oficialmente como auxiliar, mas, na prática, para distribuir pescotapa em quem sonhar chegar perto do vestiário sem autorização. Tá com o Chulapa, tá com o Chuck Norris. Não tem pra Pequim nem pra ninguém – a Vila deve ser o lugar mais seguro do planeta nesse momento. A única coisa que os jogadores do Santos têm a temer agora é o próprio Serginho Chulapa...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar!

Quando o Vasco perdeu de cinco para o Santos, fazendo um pênalti atrás do outro, fiquei meio sem entender o que o time carioca queria dizer com aquilo. Depois, quando o Atlético Mineiro levou seis do Vasco, entendi menos ainda. Só agora, após a derrota do Santos para o Atlético, é que compreendi finalmente que diabos os três clubes estão tramando com essa brincadeira de “vamos todos cirandar”: eles têm o plano de irem juntos para a segunda divisão.

A estratégia de agir em bando, inspirada no método empregado com eficácia pelos quenianos nas corridas de São Silvestre, configura concorrência desleal. Fluminense, Náutico e Portuguesa, se não tomarem providências logo, vão acabar perdendo a vaga na Série B que tanto já fizeram por merecer. E não adianta tentar um acordo semelhante, pra fazer frente à aliança alvinegra: a Portuguesa é rebelde demais para participar disso. Ganha quando tem de perder, entrega quando é pra ganhar, enfim, a Portuguesa é o Batman – age por conta própria, aparece quando quer e some sem deixar pistas.

A ciranda-cirandinha dos alvinegros não poderia ser posta em prática, claro, sem uma providencial dança das cadeiras com os treinadores. Alexandre Gallo, não contendo o ímpeto de sua juventude, foi o primeiro a partir. Cuca, sempre perfeccionista, esperou o time atingir aquele ponto em que não há mais salvação, para – aí, sim – abandonar o barco. E Antônio Lopes, experiente, maduro, vivido, esperneou até o fim e teve de ser expulso à tapa de São Januário, para não melar o esquema.

Concluída essa parte, teve início, ontem mesmo, nos vestiários, a fase 2 do projeto. Adivinhe quem o Vasco quer contratar para o lugar do Lopes? Sim, exatamente: Cuca! O Santos, mais discreto, tenta disfarçar. O dirigente Luiz Antonio Ruas Capella (Marcelo Teixeira, num momento bem Kia Joorabchian, falou que ia só ali ver não sei o que e ainda não voltou) disse que o time “não tem um nome em mente”. E o Atlético, mineiro que só, finge estar satisfeito com o trabalho do interino. Sei... Me engana, que eu gosto! Não dou dois dias para o Gallo aparecer na Vila Belmiro e o Antônio Lopes na Cidade do Galo.

Se a CBF não fizer nada, se ninguém impedir, até o fim do campeonato muita coisa ainda é capaz de acontecer. Morais, que acaba de sair do Vasco, pode, por exemplo – ó, coincidência! – aparecer sem mais nem menos no time do Atlético. Marques, então, alegando o não cumprimento de misteriosas cláusulas contratuais, rescinde com o Galo e – ah, vá! – assina com o Peixe. Aí Fábio Costa tem um daqueles seus dias de fúria, esbofeteia colegas durante o treino, faz as malas e – quem diria, hein!? – vai para o Vasco.

A torcida vascaína, que continua segurando na garganta bravamente o grito de “Eurico, ladrão, volta pro Vascão!”, já percebeu que Roberto Dinamite está de braços dados com santistas e atleticanos. Ontem, não se contendo, xingou o antigo ídolo pela primeira vez na história. Chamou-o delicadamente de “banana”. Dinamite não reagiu. Com aquele sorriso travado de quem saiu de mau jeito de uma consulta ao dentista, andou de um lado para o outro, cheio de otimismo e energias positivas. Mas é ou não é um banana? É o Banana de Dinamite!