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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Recordar é viver

Janeiro é um mês duro e árduo para o torcedor, pois não há futebol para assistir (não diga que você considera a Copinha futebol, por favor), os meio de comunicação especializados têm pouco material para trabalhar (o jornal O Globo "funde" o caderno de esportes no de economia...) e o que sobra é um papinho sobre contratação e treinamento. Existe, no entanto um paliativo melhor para a abstinência: os grandes jogo e momentos dos times brasileiros. Na verdade, não precisa ser grande, pode ser até baixaria, desde que você não se lembre muito bem sobre eles.

O blog Memória E. C., hospedado no portal do GloboEsporte.com, postou um série de vídeos sobre o passado dos campeonatos carioca e paulista. Sobre o Estadual do Rio há uma série de acontecimentos exemplares e muita confusão: chapéu e gol de Dinamite; uma releitura bem sucedida de Zico do lance genial do Rei Pelé contra o Uruguai em 1970 (aquele que não resultou em gol); um urubu abatido pela torcida do Fluminense; Romario brigando com um cara menor que ele; Edmundo criando problema; beijos; gente nua... em suma, um material bem interessante. Porém, o vídeo mais edificante, sem sombra de dúvida, é um no qual o idôneo José Roberto Wright, em conchavo com a rede Globo, entra para apitar a final da Taça Guanabara com uma escuta, em 1982... resultado: conseguiu desagradar a todos e tomou 40 dias de gancho.

No caso paulista, há um vídeo dedicado a um triunfo de cada grande da capital. Perdão, mas não considero a Luza um grande.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Em semana de clássicos

É sempre lindo ouvir aquilo que se ouve antes dos clássicos: discursos cordiais, gentilezas e muito raciocínio analítico. No fim de semana teremos três clássicos: Vasco x Flamengo, Palmeiras x São Paulo e Atlético Mineiro x Cruzeiro. Este último, creio que não vale a pena descutirmos aqui, por duas razões: o resultado é mais ou menos previsível (já que não involve o Flamengo) e pouco está sendo dito sobre ele. 

Vasco e Flamengo:
Duelo de falastrões: Renato Gaúcho, Roberto Dinamite e Marcio Braga. Ui! Poucos sobreviverão. Marcinho do amendoim disse: "Só vejo que o Vasco está mal no campeonato, que o time é fraco e está passando por dificuldades (um possível rebaixamento)". Numa súbita crise de consciência, o dirigente rubro-negro tentou desmentir ou, pelo menos, amenizar as declarações (o rapaz tem um bom coração), mas não fez aquela cortez ligação para São Januário.
Dinamite rebate: "O dirigente tem que falar pouco e trabalhar muito para dar condições aos jogadores. Nós, presidente, diretores, ttemos que dar condição para o grande espetáculo". Ufa! Ainda bem alguém sereno no mundo do futebol. Veja e aprenda, Marcio, como se deve tocar um clube; veja o clima de harmonia do Vasco. Bravo, Dinamite!
Na mesma ocasião, Dinamite disse que no tempo dele não era necessário que rolasse uma briga de comadre para encher o estádio, bastava o futebol. Os tempos são outros...
Renato Gaúcho me preocupa. O menino tão falante, garboso anda meio cabisbaixo e introspectivo. Nem quis armar uma briga como o Marcio Braga. Levem para o médico! O rapaz deve estar doente...
Um último episódio vascaino: Odvan dá uma entrada violenta em Leandro Amaral e, segundo tudo indica, tira o atacante do clássico. Odvan é um dos maiores fanfarões que o mundo já viu; o cara é bom! Ou seria isso uma falsa notícia, um mis en scène da Inteligência Portuguesa?

Palmeiras e São Paulo:
Um bate-boca de lavadeira, mas sem aquele tempeiro carioca. Leandro e Diego Souza disseram que o Palmeiras tinha 70% de chance de ganhar o clássico por jogar em casa, partindo, supostamente, do retrospecto do time como mandante no campeonato. Muricy se ressentiu e rebateu, valendo-se de ironia: 30% de chance era bom demais e que o São Paulo é favorito. Para emendar, usou a cornetagem de Marcinho contra os rivais e, finalmente, evocou a antiga máxima que o futebol se ganha no campo. Luxemburgo seguiu com a rusga e defendeu seus homens dizendo que eles não disseram nenhum absurdo e que tudo aquilo não passava de tempestade em copo d'água. Diego Souza chegou com a faca nos dente e um discurso a la "Churchill": "Se for preciso, vou suar sangue em campo para sair vitorioso". 
E assim seguiremos até a gozação de segunda-feira.