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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Sobre a genialidade

A capacidade matematico-estatística que um ser humano pode demonstrar é sensacional. Não é qualquer um que pode definir com precisão quanto de vantagem um time pode ter quando tem 25 mil torcedores a mais no estádio. André Dias pode.

Ontem o time do São Paulo venceu o Oeste, em casa, por 3x0. Novidade? Não, nada diferente do previsto. Os sites globoesporte.com e a página de esportes do UOL ressaltaram o time do Morumbi e Washington são 100% com esquema 4-4-2. Três jogos, três gols do camisa 9 e três vitórias da equipe. Como é linda a matemática! E, por cima, a mídia ainda insiste em acreditar naquele papinho do rodízio de jogadores. Muricy, o pai da criança, defende: "Tem que variar mesmo. Jogar com uma formação só não me agrada, porque os times vêm aqui e sabem como marcar". A primeira frase da matéria do globoesporte, vai contra a declaração do técnico, pois indica que o SP é o time mais acostumado a jogar com 3 zagueiros, ou seja, geralmente joga com 3-5-2. Não há como argumentar que Muricy eventualmente tenha usado o 3-4-3: nenhum técnico brasileiro é macho o suficiente para bancar este esquema tático.

Ok. Tudo isso é palha. O bom mesmo é a humildade de Rogério Ceni. No alto dos seus 36 anos, mui ágil, disse que o 4-4-2 é bom e que quando o time for ao ataque, ele pode fazer o papel do 3º zagueiro. O cara quer ser o goleiro, o zagueiro e o artilheiro do time; se o Muricy vacilar, vira técnico também. Na mesma matéria, Ceni diz que pode ser 3, 2, 1, 1/2 e etc. pois na zaga do SP "só tem gênio". Ainda bem... André Dias, 29 ... quando você dá uma olhada na carreira dele - uau! - espetáculo!

* * *

Cuca está implementando o jeito campeão que fez com que ele levasse o Botafogo a vários vices e eliminações em quartas e oitavas para o Flamengo. O resultado já aparece: 3x1 para o Resende na semifinal da Taça Guanabara mostra que as coisas já estão acontecendo. Porém, o novo trunfo é realmente um golpe de gênio: pegue dois laterais; os dois vão jogar juntos, ao mesmo tempo, na mesma lateral; um vai fazer o papel de meia, sendo lateral; o outro, o papel de zagueiro, mesmo sem ter nunca jogado na posição. O Cuca deveria ir para o Vasco, pois o plano é digno da "Inteligência Portuguesa".

* * *

O Fenómeno está mostrando ao que veio: tempo atrás, uma moça montou no ombros dele numa balada em SP e agora, ao concentrar com a equipe em Presidente Prudente, não retorna à concentração no horário devido (23h), mas horas depois, às 5h30; deixa o elenco esperando e não treina no dia seguinte. A diretoria promete punição...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Futebol expansionista

Como já foi dito no podcast deste blog (pois, aqui se faz jornalismo), a agressiva estratégia de marketing do Corinthians (melar o campeonato do São Paulo com o anúncio da contratação do Ronaldo, a negociação truculenta com patrocinadores...) partiu para a multiplicação do clube.

Tal como aconteceu em 2000, quando o Palmeiras comprou um time amador na Bahia e fez uma cria sua no Nordeste - para fins de divulgação e outros -, o Corinthians firmou uma parceria com o J. Malucelli, transformando o último em uma "franquia" alvinegra. Ok, nada de especial nem novo. Porém, há algo que me pareceu sensacional. Lembre-se de quando você era moleque e ficava lendo almanaques e respondendo aos joguinho dele; lembre-se do jogo dos sete erros, ok? Então, agora diga: o que há de bizarro, ou melhor, contraditório ou mal encaixado no brasão do novo time?
O nome do time é Sport Club Corinthians Paranaense; e de qual estado é a bandeira no centro do brasão? São Paulo. Corinthians colonizando outros estados... mas, se olharmos por outro ponto de vista e conhecendo como funciona a psyché de um corinthiano, podemos pensar que não haveria a menor possibilidade da bandeira do Paraná figurar no distintivo do novo clube, haja vista que nesta o verde predomina.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Máfia F.C.

O mundo bizarro de gabinetes e conchavos marca o final do Brasileirão de 2008: Simon “erra” e vai para a série B; São Paulo não é punido pela invasão de campo no jogo contra a Lusa (que novidade), mas o Goiás é - pelo episódio na Serra Dourada contra o Cruzeiro. O esmeraldino tem medo do juiz do jogo do próximo domingo contra o Flamengo. Agregado aos problemas já cotidianos da CBF e do STJD, surge agora o assunto “mala branca” (nosso blog, onde se faz jornalismo, mencionou o fato em seu 16º podcast): Renato Gaúcho diz que é normal; Evandro, do Palmeiras, diz que recebeu um tanto para ajudar a rebaixar o Corinthians ano passado (quer dizer que ele fez diferença? Alguém tem que contar isso para o della Monica! Ei, della Monica, aumenta o salário do menino ou ofereça um bicho para cada bom jogo que ele fizer – assim, talvez o infeliz jogue bola).

O fato mais curioso sobre o pênalti supostamente sofrido por Tardelli e não anotado é que mostra quem tem poder de barganha e quem não tem: creio que o pênalti cometido (e não marcado) por Bruno em Jorge Henrique, naquele jogo que a CBF meteu a mão e “tirou” mando de campo do Bota ao levar o jogo para o Maracanã, foi mais claro, ou seja, um erro maior... se eu fosse botafoguense, acusaria o árbitro Marcelo de Lima Henrique de ser caseiro. Voltando ao Flamengo: quem tem, põe o pau na mesa; quem não tem, roda e fica pianinho.

Há muito, qualquer um com discernimento sabe que o São Paulo tem alguma coisa com o STJD. O tempo passa e as coisas ficam mais claras: acontecimentos semelhantes resultam em veredictos distintos. Citando um amigo meu: esta situação continuará a mesma enquanto não definirem punições claras para eventuais infrações (i.e.: invasão de campo: x jogos sem mando; bater no juiz: x jogos de suspensão; etc..). O STJD é claramente parcial, obscuro e fraudulento.

Mala branca: nenhum torcedor acha que o time joga por amor à camisa, exclusivamente; seria absurdo imaginar tal coisa. Jogadores são profissionais como quaisquer outros, fazem o que fazem por gosto e dinheiro. Ok, mas não precisa deixar a parte mercenária tão escancarada. O caso mais crônico, ao meu ver,  é o do Evandro: o palmeirense deve ter ficado puto (e, ao mesmo tempo, feliz) ao saber que quando deram um a mais ele se empenhou.

E assim vamos. O São Paulo será campeão.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Sou mais o Biro

A Coca-Cola criou esse viral parodiando aquele do Ronaldinho em que ele acerta a trave do gol várias vezes seguidas. Sou mais o Biro-Biro.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Se não sabe jogar futebol...

O futebol americano está longe de ter um bom nível competitivo. Só pra deixar claro, aqui eu falo do "soccer", como eles dizem. Pegue, por exemplo, o New England Revolution. É um dos times em melhor colocação na classificação da MLS, a liga de futebol de lá. Pois na disputa da fase preliminar da CONCACAF Champions League (sim, isso existe!), eles foram eliminados por um time de Trinidad e Tobago, o Joe Public FC.

(Antes que você durma...)

Mas esses caras sabem promover um evento. O vídeo abaixo foi criado pelo pessoal do Kansas City Wizards, um dos piores times da liga. Os "atores" são jogadores da equipe.



Enquanto isso, o futebol brasileiro gera vídeos bem menos divertidos...



terça-feira, 26 de agosto de 2008

Fanfarra

Assim como o espírito Xeneize, a fanfarrice tem origens nos primórdios. Ao ler as notícias diárias percebemos que o império dos fanfarrões comanda o show. Como aqui neste blog se faz jornalismo, vamos aos fatos:

Vasco: em fase excelente, sobrando no campeonato e com chances de ir disputar a Libertadores do próximo ano, pois faz grande campanha no returno (7 pontos em 3 jogos - uau!), o time de São Januário deu folga para seus jogadores, ontem, segunda-feira. Dinamite fazendo choque de gestão. Muito prudente.

Atlético Paranaense: o time continua com aquele papinho "ai, não dá tempo de treinar! Não temos elenco; não temos banco! Ó vida!". Diagnóstico: pede pra sair. Está muito duro? Vá jogar a Copa Kaiser. Pô, joga dois jogos por semana e não dá tempo para treinar? Os jogadores têm dois empregos?

Dodô, o eterno fanfarrão: jogador que deixa saudade por onde passa, provavelmente será mais uma vez passado para frente. Depois da demonstração de respeito pela hierarquia e senso de conjunto, deve ir para o Corinthians. Agora vai! Em 2009, os adversários nem deveriam aparecer para jogar; o Timão vai passar por cima. Olhem bem e vejam o ataque que os caras estão montando: Dentinho, Herrera, Acosta, Careca, Bebeto, Otacílio Neto e, em breve, Dodô. O caro leitor dirá: não conheço metade destes caras. Eu digo: está vacilando. Não assiste a Série B, vai ter surpresa na hora que seu time for pegar os matadores do Parque São Jorge, grupo de extermínio. Misericórdia, meu pai!

Olimpíadas: o site globoesporte.com fez um seleção das frases mais bonitas e edificantes dos jogos. Vale a pena conferir. Destaco os ditos sapientais de Maradona, Alexandre Pato, Pedro Dias (judoca e suposto corno português) e Diego Hypólito, o chupim.

Comentário de Abimael Forquilla: "Esse negócio de 'Dodô será mais uma vez passado pra frente' é questão de ponto de vista. Pra mim, ele é que passa os outros pra trás..."

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Leva, que é teu!

Contratar jogador no meio do campeonato, quando os elencos já estão todos formados, é uma arte. Tem de ter cautela, garimpar com cuidado, pra acertar e apresentar pra galera aquele reforço que vai fazer a diferença. Sim, porque ninguém contrata jogador no meio da temporada só “pra somar”, pra “compor o elenco”. Se o cara foi chamado na 22ª rodada, não é pra ficar treinando três semanas separado do grupo, recuperando-se fisicamente, pra depois ir entrando aos poucos, no segundo tempo: é pra chegar, vestir a camisa e resolver. O Vitória, por exemplo, já achou o homem. O time começou o mês todo assanhado, todo cheio de mandinga, crente que aproveitaria os confrontos com Grêmio, Cruzeiro e Palmeiras para assumir a liderança do campeonato e afundar os concorrentes. Perdeu dos três e foi parar em sexto lugar. Mas a diretoria se mexeu: mandou chamar o argentino Trípodi, que estava no Santos.

Devem ter sido os números do atleta que chamaram a atenção da diretoria do rubro-negro baiano. O atacante argentino jogou quinze partidas pelo Santos e fez história na Vila, ganhando o coração do torcedor com nada mais nada menos do que um gol marcado.

Se não foram os números, foi, com certeza, a forma física, a hiperatividade do craque. Injustiçado pelo Cuca, que jamais compreendeu o valor de seu futebol, sua entrega em campo, o argentino foi afastado do grupo. Valente, passou as últimas semanas treinando sozinho não no CT, mas na praia, onde eventualmente beliscava uma porção de lambari frito e tomava ali uns birinights, pra repor as calorias. Foi, aliás, num momento de intensa atividade num quiosque, que atendeu o celular e recebeu a proposta do Vitória.

A diretoria santista, comovida com o interesse dos baianos e ao mesmo tempo apreensiva com a saída do gênio, viu-se na obrigação de suprir a perda com uma contratação de meio de temporada. Ela sabia que o torcedor ia exigir uma resposta e, antes mesmo que começasse a tradicional chuva de chinelo (essa maneira inimitável que o torcedor santista tem de fazer protesto), tratou de anunciar o reforço: o meio-campista Bida. E Bida, vejam só como é a vida, estava onde, minha gente? Sim: Bida estava no Vitória.

Há quem garanta que não foi assim que aconteceu. Que, na verdade, o Santos é que foi atrás do Bida primeiro e, depois, em retribuição, foi obrigado a ceder Trípodi para o Vitória. Que seja! Agora que já estão os dois de olho roxo, não importa mais saber quem agrediu primeiro. Quem sai fortalecida com essas contratações é a matemática, uma vez que mais uma vez se confirma a velha máxima segundo a qual “a ordem dos fatores não altera o produto”.

Essa troca entre equipes que disputam o mesmo campeonato só não foi a mais ousada transação do mercado futebolístico nacional dos últimos tempos porque o Corinthians, modernizado, renascido, lançando tendências, acertou no final de semana a vinda do lateral esquerdo Pablo, de 22 anos. O clube trabalhou nos bastidores, na surdina, como anda fazendo ultimamente, e apresentou o garoto do nada. Tão do nada, que até agora Andrés Sanchez ainda não conseguiu explicar onde afinal o menino estava jogando, embora já se saiba que brilhou no Treze da Paraíba e em “equipes do interior de São Paulo”. Mas até aí não há nada de mais. A inovação está no fato de que Pablo, recém-contratado, já foi emprestado pelo Corinthians ao Bragantino e disputará a Série B pela equipe de Bragança Paulista.

Tá aí! Não adianta ter inveja. É por isso que o Corinthians é grande e tem torcida em tudo quanto é lugar. Que outro time, em plena segundona, teria a grandeza de ir buscar um reforço para um adversário? Que sirva de exemplo para os times da Série A! Imagine como seria mais legal o Brasileirão, se agora o Palmeiras, por exemplo, contratasse, sei lá, Edcarlos, e emprestasse para o Grêmio. Aí, o Grêmio, entrando no clima, acertasse com o Zé Elias e o cedesse por três meses ao Cruzeiro. O Cruzeiro ia lá e, pra não ficar pra trás, contratava o Perdigão e despachava para o Flamengo. Devia virar lei: cada time ficaria obrigado a contratar um jogador no meio da temporada e inscrevê-lo em outra equipe. Menos no Vasco. O Vasco vive no seu próprio mundinho, logo ali no universo paralelo. Um clube capaz de trazer Márcio Careca nessa altura do campeonato, pra acalmar a torcida e escapar do rebaixamento, definitivamente não precisa de mais nada.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Quem te viu, quem te vê

A seleção brasileira feminina de futebol já não levanta a torcida como antigamente. Anos atrás, dava gosto de ver as minas jogarem! Uma mais feinha que a outra – o que até é bom, assim a gente se concentra mais no jogo –, mas tão boazinhas, tão simpáticas, que não tinha como não acompanhar e dar uma força. E elas jogavam, hein! Era 5 a 0 num dia, 7 a 1 no outro e de vez em quando um 9 a 0. Fora as jogadinhas de efeito, as enfeitadas, as firulinhas e os totozinhos de primeira que, para aqueles desprendidos que não ligam para o resultado, normalmente atleticanos e botafoguenses, às vezes são até mais importantes que a vitória.

É, mas os anos dourados do futebol feminino já ficaram para trás... As meninas amadureceram, tornaram-se favoritas a tudo quanto é título, tiveram de se adaptar à nova realidade e ficaram mais folgadas que o Renato Gaúcho. Como normalmente acontece nesses casos, a pose de campeão de véspera veio acompanhada de uma considerável diminuição no rendimento da equipe, cujos jogos na China andam tão empolgantes quanto as provas de adestramento de cavalo. No 2 a 1 contra a Coréia do Norte, Cristiane, para não deixar dúvida de que os tempos são outros, ao ser substituída por Pretinha, armou uma confusão digna dos melhores momentos de Carlos Alberto, quando muda o penteado e começa a forçar a barra para sair do clube. Teve de ser contida pelas colegas de banco, para não se atracar com o treinador, que pode até voltar de lá sem medalha, mas já provou que é o melhor do mundo em matéria de paciência com mulher feia.

Futebol é assim, gente: vira e mexe alguém faz tanto sucesso, que deixa o sucesso subir à cabeça. Por isso que a gente tem de enaltecer o Hugo, do São Paulo. Ele liga tão pouco para o sucesso, que nem precisou fazer sucesso em alguma coisa para começar a se comportar como se fizesse.

O Hugo era um que a gente achava que, nessa altura, já ia ser dono de posto de gasolina ou de negócio na área de confecção, o tipo de empreendimento em que ex-atleta se mete logo após deixar os gramados e pouco antes de começar a pedir dinheiro emprestado na praça. Afinal de contas, o que esperar de um jogador dispensado pelo Corinthians, clube em que dar carrinho, entrar em dividida, agir como maloqueiro ou simplesmente saber contar piada já é suficiente para virar ídolo da torcida? Se não serviu para o Corinthians e não agradou no Grêmio, só o posto de gasolina o salvaria de acabar na segunda divisão do Rio, aceitando moto sem documento e AK-47 como pagamento por salários atrasados.

Mas que nada! Hugo virou titular no São Paulo e, depois da derrota para o Fluminense, todo contentinho por ter feito mais um de seus surpreendentes golzinhos, pôs para fora o Renato Gaúcho que havia dentro de si: “Fico chateado pelo fato de termos perdido para uma equipe inferior”. Imagine o que Hugo não vai falar no dia em que o São Paulo conseguir levar menos de três gols do Fluminense, hein!

Contudo, em termos de transformação repentina, ninguém é páreo para Dentinho, do Corinthians. Semana retrasada, após um treino, todo encabulado, fez o que pôde para se livrar de Monique Evans, a repórter que aborda o entrevistado de modo sempre objetivo, com perguntas complexas, cuidadosamente preparadas, como: “Posso pegar na tua bunda?”, “Posso ver teu umbiguinho?”, “O que é esse volume aqui no teu calção?”. A falta de jeito do menino a cada pergunta deixava claro que ele ainda não era um atleta maduro, verdadeiramente pronto para encarar a dura rotina de um jogador profissional.

Pois eis que, semana passada, do nada, o moleque aparece, cheio de malícia, cheio de idéia, mais soltinho que o Vampeta, puxando papo com todo mundo, dando preferência às mulheres na hora do autógrafo e usando uma faixa preta para prender o cabelo, tipo Ronaldinho Gaúcho, embora nem tenha tanto cabelo para prender. Os jornalistas, apressados, atribuíram sua mudança de atitude aos elogios que lhe foram feitos pela imprensa espanhola, que se refere a ele como “nova jóia”, e principalmente ao boato de que o Real Madrid, a Inter de Milão, o Arsenal, o Lyon, o Zaragoza e até o Al Hilal brigam para contratá-lo. Faz sentido, é verdade. Mas aquele sorriso, aquela alegria toda, não pode ser só porque ele conheceu o sucesso e está louco para morar na Europa... Esse Dentinho finalmente conseguiu comer alguém, hein!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Gol contra e futebol aquático

Vídeos para passar o tempo na sexta-feira à tarde.

1) O primeiro é uma seleção dos 10 melhores (?!?) autogols do futebol mundial.



2) Eu sei, faltou aquele gol do Óseas contra, quero dizer, a favor do Corinthians.



3) Falando em Palmeiras, veja os melhores momentos da vitória de ontem. Repare no perfeito sistema de drenagem do gramado do Palestra Itália.



Comentário de Abimael Forquilla: "Muita gente tem-se espantado com o fato de o novo sistema de drenagem do Parque Antarctica não funcionar como se esperava. É preciso dizer, em primeiro lugar, que ele não é tão ruim assim. Normalmente, funciona muito bem. Só falha quando chove... Além do mais, queriam o quê? Chiqueiro seco eu nunca vi!"

Aprendendo com o rebaixamento


O que eu tenho a dizer sobre isso? Que é uma alegria ver que a torcida corintiana já consegue pôr acento em paroxítonas, embora pareça ainda não ter compreendido muito bem a complexa regra das proparoxítonas.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A China e o Barão

Começaram as Olimpíadas. Para mim, época de muita diversão e sono. De sentir-se testemunha da história. De registrar na memória mais algumas imagens que nunca se apagarão. Como aquela de Joaquim Cruz carregando a bandeira brasileira após ganhar o ouro olímpico nos 800 m em Los Angeles, 1984. Ou a famosa chegada da suíça Gabrielle Andersen-Scheiss, exausta, na maratona da mesma Olimpíada. Sou daqueles ingênuos que acreditam que através do esporte as pessoas esquecem suas diferenças. Daqueles que se emocionam ao ver os atletas das duas Coréias (Sul e Norte) participando de um desfile de abertura como uma única nação. Como queria o Barão Pierre de Coubertin, sempre tive a imagem de que a Olimpíada é uma forma de celebrar a paz entre as nações. Vejo então o COI permitir que a China, com seu regime opressor e anti-democrático, seja a atual sede. Não pense que por isso eu vou promover um boicote particular aos Jogos. O erro já foi feito. Só precisamos ter claro o quanto é antagônico a China sediar uma Olimpíada. O Barão deve estar triste.
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Futebol e Olimpíada não combinam muito. Pelo menos o masculino. Vide as confusões entre FIFA, clubes, seleções e a Corte Arbitral do Esporte (CAS). Mas não posso negar que, lá no fundo, acabo torcendo pelo ouro inédito. Particularmente, não acredito que ele venha. Só se Ronaldinho resolver jogar assim novamente:


No feminino, mais uma vez chegamos como um dos favoritos. As meninas são as atuais vice-campeãs olímpicas e mundiais. Assim como o Mozart Maragno, do Futebol das Mulheres, creio que temos boas chances. Estreamos hoje com um empate contra a Alemanha, atual campeã mundial.

O bom dos Jogos é que existe muita coisa legal pra ser vista. Por isso, durante esse período, pedimos licença para falar não somente de futebol aqui no blog.

Comentário de Abimael Forquilla: "As Olimpíadas também marcaram minha vida de uma maneira muito especial. Foi durante uma, a de Sidney, que fui demitido do jornal A Gazeta Esportiva. E é sempre uma ótima oportunidade para descobrir quantos países formam atualmente a antiga Iugoslávia, mais dividida do que a diretoria do Corinthians e só um pouco menos que o elenco do Vasco."