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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A catimba do tenista sérvio

Novak Djokovic é um tenista singular. Além da qualidade de seu jogo, o sérvio é conhecido no circuito mundial pelo bom-humor e as impagáveis imitações de seus colegas tenistas.



Ele também ganhou destaque na mídia durante as Olimpíadas, pouco pelo bronze em sua modalidade e muito pelo suposto romance com Leryn Franco, a musa paraguaia do lançamento de dardo, citada na edição 3 do nosso podcast.

Agora Djokovic mais uma vez gera comentários de seus colegas pelo seu estilo catimbeiro e "cai-cai". Após ser derrotado nas oitavas de final do US Open na última terça-feira, o espanhol Tommy Robredo reclamou dos diversos pedidos de atendimento médico que o sérvio solicitou ao longo dos cinco sets disputados.

A regra permite que os tenistas peçam atendimento sempre que sentirem dores durante uma partida. Mas parece que o sérvio tem usado dessa brecha para esfriar momentos difíceis do jogo e irritar adversários. Somente nessa partida, ele sentiu dores na coxa, reclamou de uma dor de estômago e sofreu com uma torção no tornozelo.

É a catimba argentina e uruguaia derrubando fronteiras.



Comentário de Abimael Forquilla: "Se a catimba do Djokovic é usada para esfriar o adversário em momentos difíceis do jogo, então não tem nada a ver com Uruguai nem Argentina. A catimba uruguaia, que os argentinos copiaram na cara-de-pau e hoje juram que inventaram, é uma obra de arte. Verdadeira jóia da dramaturgia, fundamental para o desenvolvimento do teatro no século XX, pode ser aplicada em qualquer momento da partida, independentemente de quem a esteja ganhando e de estar fácil ou difícil. Às vezes é usada por puro capricho ou só para não se perder o costume. O uso utilitário da catimba uruguaia por Djokovic desvirtua a pureza e ingenuidade do gesto. Ele que trate de ver uns VTs de jogos de Hugo de León e aprenda a fazer direito o negócio!"