Mostrando postagens com marcador Cartolagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cartolagem. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Em semana de clássicos

É sempre lindo ouvir aquilo que se ouve antes dos clássicos: discursos cordiais, gentilezas e muito raciocínio analítico. No fim de semana teremos três clássicos: Vasco x Flamengo, Palmeiras x São Paulo e Atlético Mineiro x Cruzeiro. Este último, creio que não vale a pena descutirmos aqui, por duas razões: o resultado é mais ou menos previsível (já que não involve o Flamengo) e pouco está sendo dito sobre ele. 

Vasco e Flamengo:
Duelo de falastrões: Renato Gaúcho, Roberto Dinamite e Marcio Braga. Ui! Poucos sobreviverão. Marcinho do amendoim disse: "Só vejo que o Vasco está mal no campeonato, que o time é fraco e está passando por dificuldades (um possível rebaixamento)". Numa súbita crise de consciência, o dirigente rubro-negro tentou desmentir ou, pelo menos, amenizar as declarações (o rapaz tem um bom coração), mas não fez aquela cortez ligação para São Januário.
Dinamite rebate: "O dirigente tem que falar pouco e trabalhar muito para dar condições aos jogadores. Nós, presidente, diretores, ttemos que dar condição para o grande espetáculo". Ufa! Ainda bem alguém sereno no mundo do futebol. Veja e aprenda, Marcio, como se deve tocar um clube; veja o clima de harmonia do Vasco. Bravo, Dinamite!
Na mesma ocasião, Dinamite disse que no tempo dele não era necessário que rolasse uma briga de comadre para encher o estádio, bastava o futebol. Os tempos são outros...
Renato Gaúcho me preocupa. O menino tão falante, garboso anda meio cabisbaixo e introspectivo. Nem quis armar uma briga como o Marcio Braga. Levem para o médico! O rapaz deve estar doente...
Um último episódio vascaino: Odvan dá uma entrada violenta em Leandro Amaral e, segundo tudo indica, tira o atacante do clássico. Odvan é um dos maiores fanfarões que o mundo já viu; o cara é bom! Ou seria isso uma falsa notícia, um mis en scène da Inteligência Portuguesa?

Palmeiras e São Paulo:
Um bate-boca de lavadeira, mas sem aquele tempeiro carioca. Leandro e Diego Souza disseram que o Palmeiras tinha 70% de chance de ganhar o clássico por jogar em casa, partindo, supostamente, do retrospecto do time como mandante no campeonato. Muricy se ressentiu e rebateu, valendo-se de ironia: 30% de chance era bom demais e que o São Paulo é favorito. Para emendar, usou a cornetagem de Marcinho contra os rivais e, finalmente, evocou a antiga máxima que o futebol se ganha no campo. Luxemburgo seguiu com a rusga e defendeu seus homens dizendo que eles não disseram nenhum absurdo e que tudo aquilo não passava de tempestade em copo d'água. Diego Souza chegou com a faca nos dente e um discurso a la "Churchill": "Se for preciso, vou suar sangue em campo para sair vitorioso". 
E assim seguiremos até a gozação de segunda-feira.


segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O cartola bi-polar

O Flamengo tem aquilo que todo time precisa: um cartola corneteiro. Meu deus! O cara é pior que a turma do amendoim lá do Palestra Itália. 1º ato: Flamengo ganha do Náutico, dois a zero, Marcio Braga alucina: já encomendei o chopp, já pedi para a tia fazer a fejuca e é só esperar, pois em dezembro fai rolar a balada do hexa. Ótimo. O time todo ficou bem paquito, com a bola cheia, afinal quem tem medo do Atlético Mineiro? Medo, não sei, mas cautela é bom. 2º ato: Atlético três a zero; Maracanã bombando. (recomendação de um palmeirense: é assim que o Caio Jr. funciona: ele abre o bico, no vamos ver, pipoca... faz tempo que digo isso) 3º ato: como reage Marcinho, the party animal? Tudo acabou! Brasileiro? Só em 2009. Que lixo de time.. etc. 

Reflitamos da maneira mais racional que o futebol possa nos permitir. Cenário: você um jogador do Flamengo; seu time teve uma campanha de altos e baixos, incrementada com uma seqüência assustadora de derrotas e empates no meio do ano; seu time vence um outro que briga para não cair num jogo morno; o cartola começa a falar, ninguém sabe a razão, de festa do hexa; sabadão, Maracanã cheio e chocolate; aquilo que era euforia vira pessimismo schopenhauriano. E o jogador? Enlouquesse, provavelmente. Marcio Braga é um terrorista. Caro leitor, a moral da fábula flamenguista é similar a da fluminense: falar muito não dá bom resultado.

Veja uma pequenina matéria feita pelo pessoal do globoesporte.com sobre uma maldição do Maracanã cheio e constate a genialidade de Eurico Miranda no episódio de 30 de dezembro de 2000 no estádio de São Januário.