sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Pequenas notas

Como certa vez disse Saulo Milleri Biral, um de nossos leitores, o problema do Flamengo é a soberba. Márcio Braga discorda. O dirigente diz que falta "arrogância" ao time rubro-negro e que, numa reminiscência proustiana, sentiu-se tão abalado após o empate contra a Luza como quando criança. Eis alguém que conhece de "crisis management".

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O Globoesporte.com lancou esta semana o Futpédia: uma base de dados sobre o futebol brasileiro. A princípio, somente há dados sobre o campeonato brasileiro, de 1971 até 2007, porém, ano que vém, a ferramenta contará com informações sobre os campeonatos carioca e paulista, desde a fase amadora até hoje. Uma boa iniciativa. Muito bacana.

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Está enchendo o saco esta historinha entre Luxemburgo e Muricy Ramalho. Alfinetada de cá e de lá. O que que é isso? São adultos. Parece picuinha de pátio de escola. Quer brigar? Ok, mas faça como homem, ou melhor, como Schopenhauer: ofensa verbal, agressão, cuspe, arma branca e arma de fogo - nesta ordem. Em entrevista recente, Muricy criticou as capacidades de Luxemburgo como comentarista e o fato dele não ter acompanhado o time na viagem para Argentina; algo irritante: sempre depois de uma crítica, o são-paulino emendava: "mas a gente tem que respeitar". Pô! diz que o cara está fazendo besteira e depois passa o pano? Pare com isso, tome vergonha na cara e vire homem: ofenda, critique e mande aquele abraço!

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Como prometido no podcast, segue o link para a divisão das torcidas em clássicos no Maracanã. Notem que Flamengo e Vasco não flutuam, têm lugar "cativo", e que o acordo data de 1950: algo impressionante para este país e aquela cidade.

4 comentários:

Leandro disse...

Amigo, dizer que "...mas a gente tem que respeitar" é simplesmente uma forma pronta (é verdade), retórica e até um pouco irônica de se encerrar o assunto.

Você queria o que, que o Muricy mandasse o Vanderlei tomar no cú ou o desafiasse para um duelo?

Esse blog é muito legal, pena que não leva Palestra, ou Palmeiras, ou Alviverde, ou coisa que o valha no nome.

Leandro

Gravata disse...

Ofença com "ç"? Avisaram-me desse blog e logo tenho que sair correndo. Arrotam filosofia, mas mal comeram a gramática.

Abimael Forquilla disse...

Mas era só o que me faltava! Agora já tem leitor com nome de zagueiro de time do interior de São Paulo querendo emprego de revisor ortográfico! Não, Gravata, no momento não há vagas.

Gabriel Foots disse...

Caro Leandro,
Muito obrigado pelo comentário. Sempre nos alegra a participação do leitor.
Admito que usar o Schopenhauer pode ser ou parecer descabido e não quero que os treinadores troquem ofensas ou se duelem. Mas acho que fazer observações impertinentes e desnecessárias (fato que é popularmente conhecido como picuinha, meninice) e depois dizer "...mas a gente tem que respeitar" é contraditório. Se respeita e se há, de fato, uma tolerância, melhor seria que nada dissesse. Se for para falar, que fale. E não tente contemporizar depois. Que aguente a carga!
Sobre a parcialidade: Sou palmeirense; Leonardo Botti também é. Abimael Forquilla é um mistério: somente sabemos que ele jogou em vários clubes brasileiros. No entanto, tentamos fazer comentários sobre vários times de maneira honesta. Pego no pé do São Paulo sim, da mesma forma que se fosse são-paulino (que Deus me livre!) faria o mesmo com o Palmeiras e com aquele time que está na liderança da Série B.
Vou lhe fazer uma proposta: você não gostaria de participar do nosso minuto torcedor? Escreva-nos, por favor.
Um abraço,
Foots
P.S.: Schopenhauer em bate-bocas e querelas é diversão garantida. Ninguém conhece um quebra-pau como ele.